Académico de Viseu bate Estoril por 2-1 e soma quarta vitória seguida na Liga

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Académico de Viseu bate Estoril por 2-1 e soma quarta vitória seguida na Liga

O Académico de Viseu derrotou o Estoril por 2-1, este sábado, no Estádio do Fontelo, alcançando o quarto triunfo consecutivo na Liga. A prolongada interrupção do campeonato não travou o sonho dos anfitriões, nem ajudou a aliviar as dificuldades da formação de Vasco Matos, que permanece sem vitórias ao cabo de oito encontros na Liga 2026/27.

São dois percursos bem distintos. O Académico vive dias felizes, soma quatro triunfos seguidos, apresenta bom futebol, marca golos de qualidade e ocupa um surpreendente quinto posto. Já o Estoril continua sem ganhar, é último classificado e voltou a perder perto do apito final: em Braga sofreu o golo decisivo aos 83 minutos, na receção ao Casa Pia aos 89 e, desta vez, aos 88.

Bruno Pinheiro voltou a confiar na receita que dera resultados antes da pausa e apresentou um onze com nove futebolistas que, na temporada anterior, competiam no segundo escalão. Do lado contrário, Vasco Matos promoveu quatro mudanças relativamente à derrota caseira com o Casa Pia. As alterações não trouxeram melhorias relevantes e o cenário da equipa da linha continuou a ser inquietante.

A partida arrancou a um ritmo pouco elevado, mas o conjunto da casa foi ganhando vantagem à medida que o tempo avançava. O Estoril organizava-se defensivamente numa linha de cinco, enquanto os outros cinco jogadores tentavam pressionar em zonas adiantadas. Pelo meio, sobrava um espaço enorme, explorado pelo Académico para tomar conta do encontro. Luís Silva e Kahraman destacavam-se nas ligações entre defesa e ataque, quase sempre sem grande resistência.

Os viriatos reagiam depressa quando perdiam a bola, recorrendo frequentemente à falta: à meia-hora, tinham cometido 10, perante apenas duas dos visitantes. Os canarinhos mostravam-se menos agressivos e permitiam ao adversário encontrar muitos espaços. Holsgrove ainda conseguiu um bom remate, na sequência de uma combinação com João Carvalho, mas o domínio já pertencia ao Académico.

Por isso, a abertura do marcador por Kahraman, aos 29 minutos, surgiu com naturalidade. O médio turco recebeu novamente pelo corredor central e, sem ninguém a travá-lo, desferiu um remate forte de pé esquerdo, sem possibilidades de defesa para Joel Robles. Um belo golo que traduziu a superioridade cada vez mais clara dos anfitriões.

O ascendente manteve-se até ao descanso. O Estoril ressentiu-se do golo sofrido e revelou enormes dificuldades para responder. Sempre por cima, o Académico esteve perto de aumentar a diferença num remate de Lorougnon Gohi, mas Tsoungi impediu o golo sobre a linha, numa altura em que Joel Robles já estava ultrapassado.

Estoril chega à igualdade e fica perto de dar a volta

Para corrigir o problema no meio-campo, Vasco Matos lançou Omerovic, internacional bósnio que esteve na despedida de Dzeko da seleção. A entrada permitiu a João Carvalho movimentar-se com maior liberdade e os visitantes regressaram dos balneários com outra força. Um remate de João Carvalho, muito perto do poste, foi um dos primeiros sinais dessa melhoria.

O Estoril passou a dispor de mais bola, embora o Académico também aceitasse essa mudança. Com as linhas mais baixas, a equipa de Viseu pretendia explorar a subida previsível dos canarinhos através de transições rápidas. A estratégia não produziu o efeito desejado, porque uma única substituição transformou por completo a formação visitante.

Mais equilibrado, o Estoril alcançou o empate aos 57 minutos. Rafik Guitane marcou num segundo remate, depois de Ewerton ter defendido a primeira tentativa, de Omerovic. O golo deu confiança à equipa de Vasco Matos, que continuou a pressionar a baliza contrária. A reviravolta esteve muito próxima num remate de André Lacximitant: a bola encontrou o poste, bateu ainda nas costas do guarda-redes do Académico e acabou por sair.

Bruno Pinheiro teve então de intervir, também no meio-campo, para tentar devolver o controlo à sua equipa. Mortimer e Alejandro Mestanza entraram e, pouco depois, André Clóvis esteve a centímetros do golo, com um remate colocado que passou junto ao poste.

O Académico recuperou protagonismo, mas encontrou pela frente um Estoril agora mais equilibrado nas transições e mais criterioso na saída. O final aproximava-se rapidamente e o empate parecia ser o desfecho provável. Foi então que a bola chegou a Messeguem: o alemão rematou de pé esquerdo e fez levantar, ao mesmo tempo, as bancadas do Fontelo.

Ficava assegurado o quarto triunfo consecutivo do Académico, numa série ao nível de uma grande equipa. A vitória em casa ficou marcada por dois remates de enorme qualidade.

Messeguem justificou o carinho dos adeptos

O médio alemão está entre os jogadores mais estimados pelos adeptos do Académico, e a exibição desta noite ajuda a explicar essa ligação. Entrega-se por inteiro, disputa todas as bolas e consegue recuperar muitas. Teve um papel decisivo no meio-campo e nas ligações da equipa, sem aparentar limitações pelo amarelo que recebeu ainda antes do intervalo.

A sua posição mudou ao longo do encontro: deixou de atuar como 6 e passou a desempenhar funções de 8. Foi já nesse papel que assinou o grande golo que valeu a vitória. Quando saiu, no período de compensação, ouviu o seu nome entoado nas bancadas.

O lance decisivo chegou aos 88 minutos

Foi o momento que marcou a partida. Com o relógio nos 88 minutos e a igualdade a parecer cada vez mais provável, o alemão recebeu a bola, ajeitou-a e disparou com enorme força de trás da meia-lua. Amissah precisou de baixar a cabeça e Joel Robles nem conseguiu iniciar uma tentativa de defesa. Um golo de grande qualidade a encerrar a noite no Fontelo.

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