Arsenal planeia cortar 60 empregos uma semana após renovação milionária de Arteta
O Arsenal tenciona suprimir 60 postos de trabalho no âmbito de um plano de contenção de despesas comunicado internamente esta quarta-feira. A iniciativa acontece poucos meses após a conquista da Premier League e uma semana depois da renovação de Mikel Arteta.
De acordo com o The Telegraph, os trabalhadores conheceram os planos numa reunião realizada por videoconferência com Richard Garlick, diretor executivo do emblema londrino.
A redução de pessoal deverá incidir sobretudo nos departamentos administrativos e noutras áreas alheias à atividade desportiva. As equipas técnicas e as estruturas de formação dos setores masculino e feminino não serão diretamente atingidas, assim como a Arsenal Foundation, os serviços comunitários e a segurança.
Na origem da medida está uma análise à organização do clube feita pela consultora Boston Consulting Group, contratada para encontrar formas de diminuir despesas e aumentar a eficiência operacional.
Embora tenham voltado a vencer a Liga Inglesa ao fim de 22 anos e chegado à final da Liga dos Campeões, os londrinos acumulam sete exercícios financeiros seguidos com prejuízos. As contas da temporada 2024/25 mostraram uma subida dos custos operacionais de 148 para 201 milhões de libras, aproximadamente 232 milhões de euros. Ainda assim, o clube registou receitas recorde de 691 milhões de libras, cerca de 797 milhões de euros.
O plano é conhecido apenas sete dias depois de o Arsenal anunciar o prolongamento do contrato de Mikel Arteta até 2030. Segundo a imprensa inglesa, o técnico espanhol passou a auferir aproximadamente 20 milhões de libras por ano, o correspondente a 23 milhões de euros, passando a ser o treinador mais bem remunerado da Liga Inglesa.
O processo permanece em fase de consulta, pelo que o total de despedimentos ainda poderá ser alterado.
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