Benfica apresentou à FPF em setembro propostas para uma reforma profunda da arbitragem
O Benfica apresentou à Federação Portuguesa de Futebol, a 11 de setembro, um documento extenso com propostas para reformar profundamente a arbitragem nacional. A entrega ocorreu dois meses depois de o clube ter pedido uma reunião de emergência, na sequência da demissão de Duarte Gomes de diretor-técnico nacional de arbitragem, para exigir esclarecimentos completos e garantias de que a arbitragem portuguesa não continuaria sujeita a pressões, condicionamentos ou influências que põem em causa a verdade desportiva.
De acordo com a confirmação de uma fonte do Benfica, o documento foi debatido e entregue numa reunião que juntou Rui Costa, presidente dos encarnados, Mário Branco, diretor-geral do clube, Pedro Proença, presidente da FPF, e Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem. As propostas incluem diversos pontos estratégicos relativos a diferentes áreas da arbitragem e procuram, em síntese, garantir independência, profissionalização, transparência e responsabilização.
Entre as medidas apresentadas pelos dirigentes benfiquistas está a criação, mediante concurso internacional, de uma entidade de gestão da arbitragem autónoma em relação à Federação, à Liga e aos clubes. A proposta segue, em parte, o modelo existente na Premier League com a Pro Ref, antiga PGMOL.
O Benfica considera também essencial que a responsabilidade de nomear árbitros e a de avaliar o seu trabalho não pertençam à mesma entidade. Outra das medidas defendidas pelo clube passa pela profissionalização integral do VAR.
No plano tecnológico, os encarnados propõem a introdução da tecnologia de fora de jogo, para que a Liga portuguesa acompanhe as soluções já utilizadas noutras ligas nacionais e nas principais competições internacionais.
O clube reclama igualmente uma ligação mais direta entre o desempenho dos árbitros e as respetivas consequências. Para atuações de mérito, defende benefícios financeiros e de progressão na carreira, enquanto avaliações negativas deverão traduzir-se em consequências desfavoráveis.
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