Benfica é o quarto clube do mundo que mais valor acrescenta às contratações
O Benfica ocupa o quarto lugar mundial entre os clubes que mais valorizaram os jogadores contratados nos últimos cinco anos. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Observatório do Futebol (CIES), que realça a capacidade de recrutamento e de gestão do mercado de transferências do clube da Luz.
Com um saldo positivo de 488 milhões de euros, os encarnados estão entre os mais bem classificados de uma tabela encabeçada pelo Eintracht Frankfurt, da Alemanha, com uma valorização de 527 milhões de euros. O Real Madrid segue imediatamente atrás, com 526 milhões.
O Paris Saint-Germain, com 490 milhões de euros, e o Manchester City, com 447 milhões, integram também, a par do Benfica, o grupo dos cinco clubes com melhores resultados nesta avaliação.
Entre os restantes emblemas portugueses, o FC Porto aparece na 12.ª posição, com 338 milhões de euros, e o Sporting na 25.ª, com 236 milhões. Seguem-se o Sp. Braga, em 37.º, com 179 milhões, o Famalicão, em 60.º, com 133 milhões, e o Vitória de Guimarães, em 123.º, com 68 milhões.
A análise calcula a diferença entre o montante investido nas contratações e as receitas das transferências dos jogadores já vendidos. Para os futebolistas que continuam nos plantéis, compara o custo de aquisição com o respetivo valor de mercado atual.
Ficam fora destas contas os jogadores provenientes da formação, que constituem igualmente uma importante fonte de receitas para os clubes portugueses.
De acordo com o CIES, este método permite avaliar tanto as mais-valias já obtidas com as vendas como a valorização potencial dos atletas que continuam sob contrato. A abordagem sublinha a importância de detetar talento e desenvolver o seu valor desportivo e financeiro.
No extremo oposto da tabela, os clubes da Arábia Saudita sobressaem entre aqueles cujos jogadores contratados mais perderam valor desde 2022.
O Al-Hilal tem o saldo global mais desfavorável, com uma desvalorização de 502 milhões de euros. Já o Manchester United apresenta o pior resultado entre os emblemas europeus, com um saldo negativo de 405 milhões.
O ranking abrange apenas clubes cujo volume acumulado de despesas e receitas de transferências desde 2022 supera os 50 milhões de euros. As contas incluem cláusulas adicionais e verbas resultantes de percentagens sobre vendas futuras.
Na publicação em que divulga os resultados, o CIES detalha ainda o saldo do líder Eintracht Frankfurt: dos 527 milhões de euros de valorização, 293 milhões correspondem à diferença entre receitas de vendas e custos de aquisição de jogadores já transferidos. Os outros 234 milhões resultam da diferença entre o valor atual dos atletas que permanecem no clube e os montantes pagos pela sua contratação.
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