Benfica vence Vitória por 2-0 numa noite de duas faces na Luz

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Benfica vence Vitória por 2-0 numa noite de duas faces na Luz

O Benfica derrotou o Vitória este domingo, no Estádio da Luz, num encontro em que mostrou duas versões muito diferentes. Na primeira parte, dominou de forma esmagadora, colocou-se em vantagem, acertou no poste e deixou escapar várias ocasiões para marcar. Depois do intervalo, baixou bastante o ritmo e acumulou erros, levando a inquietação às bancadas até Sudakov assinar o golo que trouxe sossego. Os encarnados cumpriram o objetivo principal, recuperaram o segundo lugar da classificação e, pela primeira vez na Liga, terminaram um jogo na Luz sem sofrer golos.

Marco Silva tinha solicitado uma resposta ao desaire no clássico e os jogadores corresponderam, iniciando a partida com grande agressividade e uma intensidade que empurrou o Vitória para junto da área de Oliwier Zych. O Benfica não hesitou em recorrer à falta para tentar recuperar rapidamente a posse e, assim que tinha a bola, lançava-se em conjunto à procura de espaços nas costas da defesa.

Schjelderup e Rafa Silva davam largura ao ataque, mas era Prestianni quem mais dificuldades criava aos adversários. O argentino surgia à direita, no corredor central e, principalmente, à esquerda. Sempre que se aproximava de Samuel Dahl e Schjelderup, os encarnados encontravam caminho para a área vimaranense, sucedendo-se as situações de perigo.

Além de manter uma linha defensiva fixa, o Vitória procurava acompanhar individualmente algumas das principais unidades ofensivas contrárias. Doucet, por exemplo, seguia de perto as movimentações de Prestianni. A tarefa revelou-se particularmente exigente para o conjunto de Tiago Margarido perante a mobilidade benfiquista. Logo aos quatro minutos, numa jogada em que os jogadores da casa apareceram de vários lados dentro da área, Rafa Silva ficou em ótima posição e rematou ao poste, na sequência de uma primeira tentativa de Schjelderup.

Por esta altura, a equipa visitante pouco mais conseguia fazer do que enviar a bola para o meio-campo adversário. O Benfica recuperava-a depressa e voltava a instalar o perigo junto da baliza de Zych. Schjelderup dispôs de outra excelente ocasião para inaugurar o marcador, mas, sozinho perante o guarda-redes, rematou para fora. O primeiro festejo na Luz só chegou aos 24 minutos, novamente numa jogada construída pela esquerda: Samuel Dahl tabelou com Pavlidis, entrou na área e elevou a bola sobre Zych. A explosão nas bancadas traduziu a tensão que se tinha acumulado até então.

A vantagem não abrandou o ímpeto dos encarnados, que continuaram a pressionar e a somar oportunidades. Entre elas, destacou-se um gesto de Leandro Barreiro, que procurou dar de calcanhar o melhor seguimento a um cruzamento de Pavlidis. Debaixo de pressão permanente, o Vitória apenas conseguiu construir duas saídas para o ataque. O resultado dessas incursões resumiu-se a um pontapé de canto e a um remate de Miguel Nogueira que passou muito acima da baliza.

Já perto do descanso, o Benfica reduziu a intensidade para recuperar energias. Os vimaranenses puderam então desfrutar de algum tempo com a bola, mas o intervalo surgiu pouco depois.

Depois do intervalo, outra partida

No regresso dos balneários, o Benfica ficou longe da força ofensiva que exibira nos primeiros 35 minutos. A equipa reapareceu mais lenta, revelou pouca paciência e multiplicou as decisões erradas. Do outro lado, o Vitória apresentou-se bastante melhor e, em poucos minutos, conquistou três cantos, depois de ter conseguido apenas um em toda a primeira parte. Os visitantes deixavam assim um aviso à formação da casa.

A quebra dos encarnados era clara e Marco Silva tentou dar nova energia à equipa. Aursnes e Echeverri foram chamados para substituir Barreiro, que já tinha cartão amarelo, e Schjelderup, um dos jogadores que mais acusavam o desgaste físico.

A equipa demorou a ajustar-se às alterações, enquanto o Vitória mostrava uma imagem bem diferente daquela que deixara antes do intervalo. Com mais bola, os visitantes procuravam aproximar-se da baliza de Samuel Soares e encontrar uma oportunidade. Também o ambiente nas bancadas tinha mudado: os aplausos da primeira metade deram lugar a assobios, particularmente quando os encarnados entregavam a posse com passes imprecisos.

Nesta fase, o Benfica apostava sobretudo nas transições, beneficiando dos espaços que o adiantamento do Vitória deixava disponíveis. Echeverri esteve perto de marcar num remate muito forte de fora da área, travado por uma grande intervenção de Zych. Pouco depois, Pavlidis lançou Prestianni, que atirou rente à barra. Ainda assim, os encarnados continuavam com dificuldades para recuperar fluidez, levando Marco Silva a lançar, sucessivamente, Lukebakio e Sudakov.

Coube ao ucraniano devolver a serenidade à Luz, a quinze minutos do fim, após meia hora durante a qual o encontro poderia ter pendido para qualquer dos lados. Prestianni voltou a estar na origem da jogada e Sudakov teve espaço e tempo para preparar o remate que levou a bola ao fundo da baliza. Nas bancadas, o segundo golo foi recebido com um profundo alívio.

A vantagem reforçada também acalmou os jogadores do Benfica. Nos últimos dez minutos, os encarnados voltaram a controlar a posse e geriram o encontro, já com a receção ao Celtic, agendada para a próxima quinta-feira, no horizonte. O Vitória criou mais dificuldades na segunda parte e obrigou a equipa da casa a trabalhar mais, embora Samuel Soares tenha terminado a partida sem precisar de efetuar uma única defesa.

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