Beto confia no apoio à seleção e pede gestão do caso Cristiano Ronaldo

Internacional
Beto confia no apoio à seleção e pede gestão do caso Cristiano Ronaldo

Beto Pimparel acredita que os adeptos vão apoiar a seleção portuguesa de futebol na receção à Noruega, no domingo, para a Liga das Nações, mesmo sem Cristiano Ronaldo, que abandonou o estágio. Em entrevista à agência Lusa, o antigo guarda-redes internacional e ex-companheiro do capitão abordou a situação.

Na opinião de Beto, a equipa nacional continuará a contar com o apoio dos portugueses, como tem acontecido. Apesar das divergências de opinião, defende que a seleção deve ser um fator de união. Por isso, não espera um cenário diferente no Dragão, onde antecipa um forte apoio das bancadas.

«Deus é Deus e não agradou a toda a gente», afirmou. O antigo internacional reconhece que o episódio dividiu um pouco as opiniões, mas considera essencial que não tenha prejudicado o grupo, que respondeu de forma muito positiva em Copenhaga. Beto acredita que o treinador e a equipa conseguiram proteger totalmente o balneário, concentrando as atenções no jogo e nas tarefas de cada jogador.

Questionado sobre a possibilidade de a situação ser irreversível, recusou fazer especulações ou tomar uma posição, por não dispor de informações suficientes. Ainda assim, classificou o sucedido como uma reação intempestiva, capaz de retirar a razão a quem a possa ter. Sublinhou desconhecer os motivos e lembrou que a seleção é um espaço privilegiado, que merece respeito e proporciona visibilidade, exigindo dos jogadores uma resposta à altura dessa responsabilidade. No seu entender, Cristiano sempre correspondeu.

Beto salientou que Ronaldo sempre respeitou a equipa nacional, projetou Portugal no estrangeiro e alcançou uma dimensão estratosférica. Por isso, considera que este assunto, pela sua complexidade, exige gestão. Observou que, habitualmente, fora de questões familiares ou de saúde, existem poucas razões que justifiquem abandonar um estágio. Ressalvou, porém, que não tem elementos para justificar esta saída. Embora não a considere uma atitude normal, sobretudo tratando-se do capitão, voltou a frisar que desconhece as razões.

O antigo guarda-redes defendeu ainda que o percurso de Cristiano não pode ser visto como um castelo de areia que desaba ao perder um grão. Na sua perspetiva, seria errado associar toda a carreira a uma atitude mais ou menos feliz, pois o trajeto do jogador não se esgota neste episódio. Beto recordou os mais de 20 anos de Ronaldo ao serviço da seleção, durante os quais levou o nome de Portugal mais longe e difundiu a portugalidade pelo mundo, um contributo que entende não poder ser esquecido.

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