Boto alerta para impacto do fim dos patrocínios das apostas no planeamento do Flamengo
José Boto, diretor de futebol do Flamengo, comentou o impacto da polémica proibição dos patrocínios de casas de apostas desportivas aos clubes no Brasil e as consequências que a medida poderá ter, em particular, para o emblema do Rio de Janeiro.
Em declarações aos jornalistas, o responsável português explicou que a perda destas receitas terá reflexos em todo o planeamento do futebol. Segundo Boto, o clube assumiu compromissos financeiros tendo em conta verbas legais provenientes de contratos também legais que já tinha assinado, mas ficou subitamente privado desse dinheiro.
O dirigente, que trabalhou durante vários anos no scouting do Benfica, assegurou que o pagamento dos salários dos jogadores e dos funcionários não está ameaçado. Contudo, não ofereceu a mesma garantia relativamente às obrigações financeiras assumidas com outros clubes.
Boto contou que, no dia anterior, esteve reunido durante quatro horas com o presidente para analisar os vários cenários possíveis. Sublinhou que, mesmo na hipótese mais desfavorável, os vencimentos de jogadores e funcionários estarão sempre salvaguardados, tanto este ano como em 2027. Classificou essas verbas como sagradas e garantiu que o Flamengo cumprirá todos os contratos que mantém com os futebolistas.
A preocupação, explicou, está nos compromissos com outros emblemas. A propósito da pergunta do presidente sobre como pagar Paquetá, esclareceu que não se tratava do salário do jogador, mas sim do pagamento ao West Ham da obrigação que o clube assumiu.
O diretor de futebol admitiu ainda que o futuro poderá trazer mais vendas do que contratações. Nos cenários mais negativos, o Flamengo poderá ter de vender jogadores sem contratar substitutos para os seus lugares.
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