Bruno Fernandes pede respeito por Ronaldo e apela à união dos portugueses
Bruno Fernandes, capitão da Seleção Nacional, fez a antevisão do encontro com a Noruega deste domingo, às 19h45, referente à quarta jornada da fase de grupos da Liga das Nações.
O médio considerou que a equipa também precisou de saber sofrer perante a qualidade da Noruega. Recordando a avaliação do selecionador, salientou que o adversário tem jogadores de grande nível, capazes de criar dificuldades. Nesse contexto, defendeu que o trabalho defensivo português merece reconhecimento, por ter sido bem executado. Admitiu que Portugal terá permitido mais oportunidades do que pretendia, mas destacou a eficácia demonstrada na forma de defender.
Para Bruno Fernandes, todos os encontros deixam aspetos a corrigir, e o último não constituiu uma exceção, mesmo com um resultado melhor e com a exibição a ser apontada como superior. O capitão sublinhou que alcançar resultados continua a ser o essencial e lembrou que jogar fora de casa é cada vez mais complicado. Por isso, classificou os três pontos conquistados como muito importantes para o percurso da equipa, manifestando o desejo de somar mais três no dia seguinte e ficar mais próximo do objetivo.
Sobre as opções no meio-campo, remeteu para o selecionador a decisão de quem terá espaço. Disse estar satisfeito por não lhe caber essa escolha, tendo em conta a qualidade existente, e considerou que a Seleção só beneficia de contar com tantas soluções. Realçou ainda a presença de jogadores capazes de desempenhar diferentes funções e de atuar em simultâneo, como sucedeu no último encontro.
Nesse jogo, lembrou, João Neves esteve em campo com Vitinha, Rúben Neves, o próprio Bruno Fernandes e João Félix. Apesar de poderem ocupar posições semelhantes, o médio entende que essa versatilidade representa uma vantagem. Acrescentou que fazer parte da Seleção é uma experiência extraordinária e que não deve ser encarada negativamente em função dos minutos de utilização. Explicou que todos chegam dos clubes como titulares e querem representar o país, começar as partidas e jogar, procurando tornar mais difíceis as escolhas do selecionador.
Bruno Fernandes afirmou também não sentir necessidade de conversar com os colegas sobre as respetivas situações, por entender que todos têm capacidade para as gerir. Referiu que existe atualmente uma situação na Seleção que não está relacionada com os jogadores e sustentou que a principal contribuição do grupo deve ser a obtenção de resultados dentro de campo.
Quanto a Cristiano Ronaldo, revelou ter conversado com o avançado e partilhou a mensagem que lhe transmitiu: independentemente do que aconteça, continuará a ser o maior símbolo da Seleção, do futebol português e do país. Justificou essa posição não apenas com o que Ronaldo fez por Portugal, mas também com o seu percurso pelo mundo, considerando que tem um lugar garantido no coração de todos os portugueses.
O capitão apelou ao fim das divisões, garantindo que elas não existem dentro da Seleção. Reforçou que a equipa é uma só e assim continuará, apesar do ruído que possa chegar do exterior. Na sua perspetiva, os problemas devem ser tratados de portas fechadas, como em qualquer casa, e esse deve igualmente ser o modo de funcionamento da Seleção.
O médio defendeu que o fundamental é que a situação termine bem para ambos os lados. Assegurou que os jogadores estão afastados do assunto e que aquilo que sabem resulta do que vai sendo dito e do que vão vendo. Contou ainda que passam muito tempo na sala dos jogadores a jogar cartas e que não veem televisão, reiterando o distanciamento do grupo em relação à polémica.
Por fim, pediu aos portugueses que não se dividam nem escolham lados, apelando ao respeito e à aceitação de todas as partes. Voltou a apresentar Ronaldo como o maior ícone da Seleção, do futebol português e também do futebol mundial, defendendo que merece o respeito de todos os portugueses, independentemente da maior ou menor simpatia que tenham por ele.
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