Carlos Carvalhal assume derrota e lamenta quebra emocional do Famalicão
Carlos Carvalhal assumiu a responsabilidade pela derrota do Famalicão e considerou que o golo sofrido no arranque da segunda parte levou a equipa a desmoronar-se emocionalmente. O técnico lamentou que tenham reaparecido falhas que considerava corrigidas e destacou o trabalho diário como forma de recuperar a consistência.
Análise ao encontro
O treinador começou por assumir a responsabilidade pelo desaire, depois de uma primeira parte que classificou como bastante competitiva diante de um adversário difícil. Na segunda metade, o Alverca chegou ao 2-1 no seu primeiro lançamento longo, momento que, no entender de Carvalhal, trouxe de volta os fantasmas de um passado recente. A equipa voltou a errar, mas o técnico responsabilizou-se pelos jogadores, lembrando que é ele quem os coloca em campo. O resultado não fazia parte dos planos e Carvalhal apontou os muitos jogos das seleções e as várias semanas de desconexão dos jogadores. Considerou que o 2-1 precipitou a quebra emocional e lembrou que colocar mais gente na frente não significa criar mais oportunidades. A partir desse golo, entendeu que a equipa deixou de se reconhecer.
Faltou agressividade ao Famalicão?
Carvalhal admitiu que essa possa ter sido uma das questões. Referiu que o Alverca recorria à falta nas saídas e considerou ter existido alguma permissividade. Acrescentou que essa é muitas vezes uma estratégia que cabe aos árbitros impedir. Quanto ao Famalicão, afirmou que não recorreu a esse expediente, embora tenha ressalvado a necessidade de rever o encontro com calma. Voltou ainda a sublinhar que a forma como surgiu o segundo golo sofrido provocou o desmoronamento emocional da equipa.
O que aconteceu a Mattara?
O técnico explicou que Mattara sofreu um traumatismo na tibiotársica e disse pensar que o jogador chegou a desmaiar no banco. Sobre os erros cometidos, reiterou que assume a responsabilidade, por ser quem escolhe os jogadores.
Como responder à contestação?
A resposta, para Carvalhal, passa pelo trabalho. Recordou um início difícil, marcado pela mudança de treinador, por seis novidades em 11 posições e pela juventude dos jogadores. Explicou que algumas falhas iniciais tinham sido corrigidas e que a equipa vinha de uma boa sequência. Agora, terá de voltar a trabalhar sobre os erros do começo e esperar que não se repitam nos próximos jogos. O treinador reconheceu que não esperava o regresso dessas falhas, admitiu que algo não funcionou e reforçou que será o trabalho de todos os dias a permitir a evolução.
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