Conceição sobre Ronaldo e Jesus: «Não me parece correto escolher um lado»

Internacional
Conceição sobre Ronaldo e Jesus: «Não me parece correto escolher um lado»

Sérgio Conceição pronunciou-se sobre vários assuntos da atualidade, da zanga entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, que levou à despedida do capitão da Seleção Nacional, à polémica substituição de Francisco Conceição diante do Celta de Vigo. O treinador falou ainda da possibilidade de voltar ao futebol italiano.

Em entrevista à La Tripletta, da Gazzetta dello Sport, o técnico português começou por analisar a situação de CR7 na seleção, recusando tomar partido no diferendo.

«É um assunto delicado no meu país. O Cristiano é uma lenda, um dos cinco melhores jogadores de futebol de todos os tempos. Já Jesus é o selecionador, um treinador respeitado e com grande experiência. Sinceramente, não me parece correto escolher um lado», afirmou.

Sobre a reação de Francisco Conceição, que demonstrou desagrado ao ser substituído na visita a Vigo, para a Liga Europa, Sérgio Conceição procurou relativizar o episódio.

Na sua perspetiva, há um princípio que deve prevalecer: o treinador tem sempre razão. Assim, se Spalletti decidiu fazer aquela alteração, terá tido motivos para isso. Ainda assim, considerou necessário perceber a frustração de um futebolista que pretendia contribuir mais para a equipa. Falando enquanto treinador, explicou que prefere contar com jogadores com personalidade, que fiquem irritados quando saem, a ter atletas indiferentes a uma substituição. Acrescentou que estes episódios são frequentes no futebol e, embora possam não ser agradáveis, não devem ganhar uma dimensão excessiva.

O técnico aproveitou também para defender o filho, manifestando desagrado com a forma como o rendimento de Francisco é analisado. Lembrou que Chico é extremo, e não ponta de lança, e sustentou que o seu trabalho ofensivo e defensivo não recebe o devido reconhecimento. Entre os contributos do jogador, destacou a capacidade de criar superioridade numérica, correr, driblar e abrir espaços.

Conceição observou que, quando Francisco joga bem ou marca, se insiste que ainda pode fazer mais, enquanto a ausência de golos dá origem a muitas críticas. Admitiu que a pressão é legítima, mas defendeu que algum incentivo também seria positivo. Ressalvou que esta é a sua visão como treinador, recordando que já orientou o filho. Como pai, acrescentou entre risos, a reação é diferente: irrita-se sempre que Francisco remata sem conseguir marcar.

Este domingo promete ser particularmente emotivo para Sérgio Conceição. Francisco vai jogar pela Juventus, que terá pela frente a Lazio, clube que o antigo internacional português representou em Itália. Foi precisamente contra a Vecchia Signora que se estreou pelos romanos, apontando o golo que decidiu o triunfo por 2-1. Questionado sobre quem apoiará neste encontro, respondeu com humor.

«Se estivesse em casa, pelo Francisco, porque a família é a família. Mas no estádio quem sabe [risos].»

Na parte final da entrevista, o treinador revisitou os seis meses no Milan, durante os quais conquistou uma Supertaça, e deixou em aberto um possível regresso a Itália.

Conceição explicou que não encontrou as condições ideais naquela passagem pelo clube, mas garantiu não estar arrependido. Descreveu como fantástico ter vencido a Supertaça e alcançado a final da Taça de Itália, depois de ultrapassar a Roma e o Inter. A derrota diante do Bolonha no encontro decisivo, admitiu, continua a doer.

Quanto à hipótese de voltar ao futebol italiano, mostrou-se disponível: «Regressar a Itália? Por que não? Gostava.» O português revelou ainda que, no passado, teve outras opções de clubes além do Milan.

Queres saber isto antes de todos? Entra no grupo gratuito do Corvo Bets.

Entrar no grupo

Outras notícias