Deportivo-FC Porto, 1-3: reviravolta com bis e golaço de André Silva

Nacional
Deportivo-FC Porto, 1-3: reviravolta com bis e golaço de André Silva

Mais de 22 anos após ter assegurado no Riazor a presença na final da Liga dos Campeões que conquistaria em 2004, o FC Porto regressou à Corunha para disputar um particular durante a pausa de seleções. Os dragões começaram em desvantagem, mas deram a volta numa segunda parte de maior qualidade coletiva e eficácia diante da baliza galega. André Silva colocou o ponto final no marcador com um momento de grande inspiração.

Antes desse golaço, os portistas tinham consumado a reviravolta em apenas quatro minutos. Borja Sainz marcou aos 60, na sequência de uma excelente iniciativa de Pepê, e André Silva fez o segundo aos 64, depois de uma boa combinação entre os estreantes Gabriel Mec e Souza. Ficava assim ultrapassado o golo madrugador de Asp Jensen, apontado aos quatro minutos.

Para lá do resultado favorável, Francesco Farioli aproveitou um encontro marcado por 18 ausências — dez internacionais e oito jogadores que ainda trabalhavam de forma condicionada na quinta-feira — para estrear futebolistas, experimentar soluções táticas, fazer adaptações e dar oportunidades aos menos utilizados e a quem ainda não tinha jogado. Foi também um teste em ambiente competitivo perante um adversário recentemente regressado à liga espanhola e com um início de temporada interessante.

Chris Smalling, chegado ao FC Porto cerca de 48 horas antes, começou no eixo defensivo, onde teve como parceiro… Francisco Moura. Souza, ainda sem minutos oficiais em competição, ocupou o lado esquerdo da defesa. Entre as outras notas do onze destacaram-se Tiago Silva no meio-campo e Pepê como interior esquerdo, uma função pouco habitual, mas que não lhe é totalmente estranha. Cláudio Ramos assumiu a baliza, Alberto Costa foi lateral-direito e Alan Varela organizou a ligação entre defesa e ataque. Na frente, Borja Sainz e William apoiaram Samu, que tinha regressado à competição frente ao Benfica. Só Cláudio Ramos, Moura e Varela cumpriram os 90 minutos. Gabriel Mec entrou após o intervalo e deixou indicações positivas, enquanto João Teixeira, Luís Gomes e Gabriel Veron também tiveram minutos. Para Tiago Ferreira, foi um final de tarde especial: na temporada de regresso ao clube, estreou-se finalmente pela equipa principal.

O Deportivo inaugurou o marcador quando os portistas ainda procuravam acertar posições. Borja Sainz arriscou num passe para o interior, Tiago Silva tentou impedir que Asp Jensen se apoderasse da bola, mas o jovem internacional dinamarquês, que se evidenciou no Grasshoppers em 2025/26, levou a melhor e rematou para o 1-0.

Na metade inicial do primeiro tempo, a posse de bola pertenceu, em termos gerais, mais ao Deportivo. O FC Porto cresceu no ataque nos 20 minutos que antecederam o descanso. Com tantos jogadores novos, surgiram dificuldades naturais na articulação entre defesa e meio-campo, tanto com bola como sem ela. Ainda assim, a desvantagem não traduzia inferioridade portista, embora também não houvesse superioridade: o equilíbrio dominou. Samu, que nos seus 45 minutos revelou vontade de participar e disponibilidade, obrigou Leo Román a uma intervenção difícil aos 17 minutos. Depois, Alan Varela esteve perto de justificar, por si só, o bilhete daquela tarde de sexta-feira. Num disparo de muito longe, acertou no poste e viu a bola sair. Teria sido um enorme golo.

Mesmo conseguindo chegar com maior frequência à baliza adversária, o FC Porto sofreu mais dois avisos em transição antes do intervalo, sobretudo na sequência de duelos individuais perdidos. Yeremay procurou o golo, mas falhou o alvo depois de Kevin Sánchez superar Smalling, aos 33 minutos. Já perto do descanso, tirou a bola a Tiago Silva, mas encontrou Cláudio Ramos, que segurou a dois tempos.

O regresso dos balneários trouxe um FC Porto claramente melhor. Com André Silva, Gabriel Mec e João Teixeira já em campo, Smalling acertou no ferro e Pepê exigiu uma defesa difícil a Leo Román. A resistência dos galegos terminou à passagem da hora de jogo: uma excelente jogada de Pepê deixou Borja Sainz em condições de picar a bola para o empate. Pouco depois, André Silva completou a reviravolta, dando sequência ao entendimento entre os dois brasileiros que reforçaram os dragões.

As alterações efetuadas na segunda parte beneficiaram os portistas. A entrada de Adama Traoré deu agitação ao jogo do Depor, mas o FC Porto mostrou maior intensidade a travar eventuais transições. O fecho foi de grande nível, com André Silva a rematar de vólei para oferecer aos adeptos portistas mais uma alegria na Corunha, mesmo num encontro «a feijões».

FIGURA: André Silva

Lançado na segunda parte, voltou a mostrar, depois do clássico frente ao Benfica, que está a crescer nesta equipa. Assinou dois golos para coroar a exibição, com o último a merecer ser visto várias vezes.

MOMENTO: o último golo de André Silva

Na sequência de um passe longo de Luís Gomes, André Silva recolheu a sobra ainda fora da área e assinou um grande golo, fixando o resultado.

Onze inicial do FC Porto: Cláudio Ramos; Alberto Costa, Chris Smalling, Francisco Moura, Souza; Tiago Silva, Alan Varela, Pepê; William Gomes, Samu, Borja Sainz.

Equipa do FC Porto no final: Cláudio Ramos; Yoan Pereira, Luís Gomes, Tiago Ferreira, Francisco Moura; Kauê, Alan Varela, João Teixeira; Gabriel Veron, André Silva, Gabriel Mec.

Suplentes que não entraram: Nikolov, Gonçalo Silva, António Ribeiro, João Abreu.

Queres saber isto antes de todos? Entra no grupo gratuito do Corvo Bets.

Entrar no grupo

Outras notícias