Farioli atribui consistência defensiva do FC Porto ao trabalho de toda a equipa

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Farioli atribui consistência defensiva do FC Porto ao trabalho de toda a equipa

As estatísticas refletem a solidez defensiva do FC Porto, mas Francesco Farioli não considera que o mérito pertença apenas a um ou dois jogadores. Nas dez principais ligas europeias, os dragões registaram a melhor média de golos sofridos e o maior número de encontros sem conceder, entre equipas com pelo menos 20 jogos disputados.

«Ter um guarda-redes como o Diogo Costa é definitivamente uma vantagem. Mas acredito verdadeiramente que estes números vêm de um esforço coletivo», afirmou o treinador, numa entrevista à Opta Analyst.

O técnico apontou ainda o caso de William Gomes, que prolongou o contrato até 2031 e figura no topo das estatísticas mundiais de esforço defensivo entre futebolistas da sua posição. Em vez de realçar exibições individuais, Farioli valoriza a forma como toda a equipa se comporta.

«Isto diz muito sobre a contribuição de todos. Não gosto de dividir», declarou, sublinhando depois a identidade que procura incutir no grupo: «Queremos uma equipa de trabalhadores, que esteja disposta a lutar por cada bola em cada jogo».

O espírito coletivo revelou-se especialmente relevante em fevereiro, quando uma lesão afastou Samu da equipa.

«Foi uma pedra na cara para todos nós, primeiro para os jogadores, mas também para o plantel», lembrou Farioli. Sem o avançado, o FC Porto teve de repartir responsabilidades e procurar alternativas para preservar a capacidade de produção ofensiva.

«Todos os jogadores sentiram a responsabilidade de dar um passo em frente, de partilhar os golos que esperávamos do Samu», disse o treinador, reconhecendo, ainda assim, que esse processo de adaptação trouxe alterações.

«Não é a mesma coisa atacar a área com o De Jong ou com o Samu», observou o italiano.

Para Farioli, a resposta a essa necessidade de ajustamento constituiu outra demonstração da força do coletivo.

«Os metros extra, a responsabilidade extra, podem ser como um vírus positivo», defendeu o treinador. A ideia traduz a forma como quer construir o FC Porto, colocando o compromisso de todos à frente das individualidades.

«Queremos uma equipa de trabalhadores, de pessoas que queiram lutar por cada bola em cada jogo», rematou.

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