Farioli defende Moura e pede mais atenção aos detalhes defensivos do FC Porto
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, analisou a prestação de Francisco Moura diante do Betis, abordou as situações de Souza e Santiago Giménez e comentou a série de seis partidas consecutivas dos dragões a sofrer golos.
Sobre Moura, o técnico explicou que o jogador está a recuperar de uma segunda metade de temporada complicada, em 2025/2026, e destacou o bom desempenho nos encontros mais recentes. Na partida com o Betis, considerou que enfrentou um adversário particularmente difícil e que respondeu bem em muitas ocasiões. Quanto aos últimos dois lances, pediu tempo para os rever, ressalvando que nunca foi um treinador de atribuir a responsabilidade a um só jogador.
Em relação a Souza, Farioli referiu que chegou numa condição física pouco favorável. Reconheceu-lhe qualidade e manifestou confiança no seu potencial, mas sublinhou que ainda precisa de evoluir até o treinador sentir que está preparado para cumprir 90 minutos. Acrescentou que a chegada no último dia do mercado dificulta a procura de momentos para lhe conceder essas oportunidades. Para o dia seguinte, no regresso ao Olival, anunciou um jogo-treino destinado a dar minutos a estes jogadores.
Já sobre Santiago Giménez, o treinador salientou o impacto bastante positivo da sua entrada. Lembrou que, apesar do pouco tempo em campo, dispôs de duas boas ocasiões, numa das quais o guarda-redes protagonizou uma defesa que classificou como um milagre. Também neste caso, apontou a chegada tardia e a necessidade de trabalhar, treinar e melhorar para atingir a melhor condição física e ajudar a equipa.
A propósito dos seis encontros seguidos a sofrer golos, Farioli admitiu que a sequência não lhe agrada, embora tenha defendido que deve ser enquadrada. Recordou que a equipa se habituou a completar séries de 10 jogos com apenas um ou dois golos sofridos, um registo que considera extraordinário, e não normal. Sobre o Betis, realçou a capacidade para marcar cinco ou seis golos a qualquer adversário, explicando que os seus avançados conseguem criar situações de remate ou de golo sempre que recebem a bola.
O técnico reconheceu que há aspetos a melhorar e pediu maior atenção aos pequenos detalhes, sem identificar alterações na atitude defensiva do FC Porto. Como exemplo, lembrou o encontro com o Marítimo, em que os dragões sofreram um golo apesar de terem permitido apenas quatro toques na bola dentro da sua área. Encarou estes períodos como fases e mostrou-se convicto de que a equipa voltará em breve a terminar jogos sem sofrer golos, algo que muito aprecia.
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