Farioli destaca poder ofensivo das equipas de Peter Bosz antes de enfrentar o PSV

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Farioli destaca poder ofensivo das equipas de Peter Bosz antes de enfrentar o PSV

Francesco Farioli volta a defrontar nesta terça-feira, às 20h, Peter Bosz, técnico neerlandês de 62 anos que conduziu o PSV ao tricampeonato e que já orientou Ajax, Dortmund, Leverkusen e Lyon. Na antevisão da terceira jornada da fase liga da Champions, o treinador do FC Porto deixou elogios ao adversário, mas desvalorizou os triunfos que conseguiu frente a Bosz ao serviço do Ajax.

Questionado sobre ser agora mais apreciado nos Países Baixos, Farioli mostrou-se surpreendido. Contou que, numa análise recente aos campeonatos, a Eredivisie se distinguiu claramente pelos indicadores físicos. Na sua perspetiva, o futebol neerlandês caracteriza-se por maior ambição, blocos mais adiantados e jogos mais abertos, algo que não considera habitual em Portugal, sobretudo diante dos quatro primeiros da Liga.

O italiano salientou que conhece bem o PSV e a capacidade do seu ataque, lembrando que a equipa foi a mais concretizadora do campeonato neerlandês nas últimas três épocas. Considerou positivo enfrentar adversários conhecidos, embora tenha sublinhado que não existe espaço para deixar as emoções interferirem.

Farioli descreveu as equipas de Peter Bosz como muito intensas e corajosas, com uma identidade assumidamente ofensiva e uma capacidade goleadora impressionante. Destacou ainda as boas campanhas nos Países Baixos e na Champions, garantindo saber o que esperar das abordagens e dos confrontos individuais.

Entre os jogadores capazes de ter um impacto diferente, apontou Mauro Júnior, que tanto pode atuar como lateral esquerdo como em zonas interiores, no meio-campo. Referiu a mobilidade diferenciada do PSV e deu também Perisic como exemplo, antecipando uma partida com vários desafios.

Sobre a construção do adversário, o treinador portista destacou a variedade de soluções a partir da defesa. Explicou que o PSV consegue sair com passes curtos ou procurar a profundidade, recorrendo a mudanças de posição para chegar aos avançados. Perante essas alternativas, o objetivo passa por reduzir o espaço disponível para atacar.

Apesar de já ter vencido Peter Bosz, Farioli lembrou que representa agora outro clube e vive um contexto distinto. Reforçou o conhecimento que tem do PSV, mas frisou que os resultados anteriores não constituem motivo para festejar.

Ao recordar a passagem pelo Ajax, falou de memórias extraordinárias e do amor pela cidade, onde teve a primeira experiência num clube de enorme dimensão. A ligação às pessoas mantém-se, com algumas a terem já ido visitá-lo. Sublinhou o caráter especial dessas amizades, que resistem apesar de o futebol os ter separado.

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