Farioli elogia treino antes do Marítimo e pede atenção até ao último minuto
Francesco Farioli antecipou a deslocação do FC Porto aos Barreiros, onde defronta o Marítimo este sábado. O treinador analisou também a prolongada interrupção para os compromissos das seleções, que travou a sequência de vitórias do campeão nacional, e destacou a qualidade do treino realizado na véspera.
Na análise ao adversário, Farioli lembrou que o Marítimo tem, historicamente, criado muitos obstáculos aos portistas. Segundo as estatísticas referidas pelo técnico, é o quarto adversário diante do qual o FC Porto sente mais dificuldades para conseguir resultados fora de casa. Embora sejam números, sublinhou que devem estar presentes na preparação da equipa. Acrescentou que o conjunto madeirense tem dado boas indicações desde o regresso à Liga, fruto do trabalho do seu treinador, e salientou a capacidade de resistência de uma equipa que já conseguiu virar três resultados nos minutos finais.
O estado do relvado foi outro dos assuntos abordados. Farioli reconheceu que o piso já motivou discussão em várias ocasiões, mas manifestou a esperança de que a pausa internacional tenha sido aproveitada para o colocar nas melhores condições possíveis. Recordou que o próprio Marítimo também pretende dispor de um terreno adequado durante toda a época e mostrou confiança nas condições que encontrará no sábado. Ainda assim, deixou claro que um eventual problema no relvado não servirá de justificação: nesse caso, o FC Porto terá de encontrar outras soluções.
Sobre a interrupção competitiva, o treinador explicou que a equipa terminara o primeiro ciclo com sensações positivas. A paragem suspendeu a dinâmica dos resultados, mas não a vontade de continuar a evoluir. Nesse período, o encontro com o Deportivo permitiu preservar o ritmo e testar alternativas, com o objetivo de crescer coletivamente, procurar o melhor nível e aperfeiçoar alguns detalhes. Farioli elogiou o trabalho dos jogadores e indicou que, desde o dia anterior, o grupo estava novamente reunido, à exceção de Santi Giménez, cuja chegada estava prevista para o treino desse dia.
O técnico classificou esta pausa como um desafio considerável. Ao contrário das habituais duas semanas, foram vinte dias com futebolistas distribuídos por vários pontos do mundo. Agora, explicou, sobra pouco tempo para deixar para trás os compromissos internacionais e recuperar a ligação às rotinas e aos princípios da equipa. A expectativa é que, diante do Marítimo, os jogadores consigam reproduzir o que mostraram na sessão da véspera, que considerou uma das melhores de sempre. Embora costume enaltecer a entrega nos treinos, destacou aquela sessão como particularmente conseguida, pela vontade, pelo compromisso e pela ambição de iniciar esta nova etapa com a atitude certa.
Até à próxima interrupção para as seleções, o FC Porto terá oito partidas oficiais. A essas juntar-se-á um encontro particular, elevando para nove o número de jogos nesse período. Segundo Farioli, esse particular permitirá distribuir o tempo adequado pelos jogadores, numa fase com compromissos em diferentes competições. Apesar do calendário preenchido, o treinador centrou as atenções na deslocação à Madeira, por ser o desafio imediato e o mais importante.
Farioli frisou que a visita aos Barreiros já seria exigente à partida, por se tratar de um encontro fora, num estádio tradicionalmente pouco favorável aos portistas. A isso somou o facto de ter trabalhado com poucos jogadores durante a pausa, dispondo apenas do treino da véspera e do próprio dia para preparar a partida e voltar a reunir o grupo. A maturidade dos futebolistas é, porém, um dos motivos da sua confiança. Como exemplo, apontou o reencontro na gala Dragão de Ouro, na noite anterior, em que viu os jogadores satisfeitos por regressarem e por estarem novamente com os companheiros.
O treinador comparou ainda o ambiente do último treino ao de amigos que voltam a encontrar-se e desejou que esse espírito seja transportado para o jogo. Não deixou, contudo, de recordar as dificuldades sentidas em algumas partidas após as pausas para as seleções na época passada, superiores ao que era habitual. Admitiu que há aspetos que exigirão especial concentração, embora conte também com a experiência da equipa e do grupo. Perante um Marítimo organizado e persistente, pediu disponibilidade para disputar cada bola e cada minuto. Na reta final, seja qual for o resultado, o FC Porto terá de manter a vigilância, porque a partida só estará resolvida quando terminar.
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