Farioli quer nova memória especial no palco da conquista europeia do FC Porto em 2003
O FC Porto volta na quarta-feira ao Olímpico de Sevilha, palco da conquista da Taça UEFA em 2003, para enfrentar o Betis na Liga dos Campeões. Francesco Farioli acredita que as recordações desse triunfo podem contribuir para uma boa exibição dos dragões no encontro marcado para as 20h00.
Na antevisão da partida, o treinador sublinhou que os compromissos da Liga e da Liga dos Campeões, como o desta quarta-feira, serão sempre de elevada exigência devido à qualidade dos adversários. Nos jogos fora de casa, acrescentou, há ainda que lidar com as deslocações e com o estado dos relvados. Sobre esse ponto, lamentou que o terreno de jogo para o duelo com o Betis não esteja em boas condições, à semelhança do que aconteceu frente ao Marítimo.
Farioli explicou que esses fatores representam um desgaste adicional, tanto mental como físico, e justificam o trabalho intenso de recuperação dos jogadores, de forma a apresentá-los nas melhores condições para competir, apesar do curto intervalo entre partidas. Para este encontro, adiantou que ainda serão necessárias algumas avaliações, sobretudo à condição física dos atletas. A definição do onze inicial e dos jogadores que irão entrar ficará para a manhã de quarta-feira, com o objetivo de todos contribuírem para acrescentar uma recordação especial num estádio com tanto significado para o FC Porto.
O técnico revelou também que a equipa já conversou sobre algumas dessas memórias, embora não recentemente. O jantar desta noite e o almoço de amanhã serão oportunidades para revisitar as boas recordações e alimentar a motivação. Ainda assim, considerou que esse estímulo nem seria propriamente necessário, já que o ambiente esperado no estádio e o apoio dos adeptos portistas deverão levar todos a apresentar-se ao melhor nível. Ressalvou, porém, que é sempre positivo trazer para o presente as boas memórias do passado.
Sobre o adversário, Farioli destacou que a qualidade do Betis não se resume a Isco. Reconheceu no jogador a capacidade de acrescentar criatividade e criar vantagens que os elementos mais adiantados podem explorar, mas salientou igualmente a presença de três ou quatro extremos de grande qualidade, muito fortes no um para um, e de dois avançados móveis e capazes de ligar o jogo.
Na análise do treinador portista, o Betis combina individualidades fortes com uma boa organização, características que fazem dele uma equipa muito especial. Farioli atribuiu esse mérito ao trabalho de Pellegrini, responsável pelo regresso do clube à Liga dos Campeões muitos anos depois.
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