Farioli rejeita críticas: «Há aquele desejo histórico de dividir para reinar»
Depois da terceira derrota na Champions, Francesco Farioli abriu a antevisão da visita ao Gil Vicente, no regresso à Liga, com uma resposta às críticas dos últimos dias. Em causa estavam os resultados e as declarações em que lembrou que os dragões tinham estado dois anos sem participar na Champions.
O treinador começou por distinguir a vontade de vencer dos adeptos, que garantiu ser partilhada pela equipa, das intervenções vindas de fora. Sublinhou que a atitude do grupo passa por procurar ganhar tanto na Liga como na Champions, mas acusou vozes externas de aproveitarem qualquer ocasião para lançar ataques: «E depois existem as palavras externas, em que procuram apanhar qualquer oportunidade de pôr aqui uma bomba, para matar gente ou pelo menos, ver algum sangue.» Acrescentou que existe «aquele desejo histórico de dividir para reinar», contrapondo que a união do plantel assenta na ideia de família portista, expressa desde o ano passado como «Famiglia Portista».
Farioli rejeitou ainda que a referência à ausência da Champions fosse uma justificação para os resultados. Na sua perspetiva, alguns jornalistas interpretaram como desculpa aquilo que era um facto: o FC Porto não disputava a prova há dois anos, com prejuízos financeiros para o clube, numa situação que acontecia pela primeira vez em 10 ou 15 anos. Recordou que, na conversa com o presidente há 16 meses, não lhe foi apresentado um cenário económico muito favorável. Ainda assim, o clube procurou ultrapassar essas dificuldades, reconstruindo-se e tentando reunir condições para conquistar o campeonato nos dois anos de contrato. O título chegou logo no primeiro, e a ambição agora é voltar a conquistá-lo.
O técnico salientou, por outro lado, que a Champions representa um desafio maior, diante de equipas de grande dimensão, insistindo que não estava a apresentar desculpas. Como exemplo, apontou a diferença de experiência entre o PSV, cuja equipa somava 220 jogos na competição, e o FC Porto, com 110. Referiu também a estreia de jogadores como Bednarek, as primeiras presenças de Oskar e Samu no onze inicial e o regresso de alguns futebolistas após lesão. Considerando todos esses fatores, concluiu: «Se juntarmos tudo, os comentários de 'crise' depois do jogo tiveram más intenções.»
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