FC Porto e Benfica no top 10 dos clubes que mais receberam dos milhões do City
O Manchester City atravessa uma fase crítica da sua história, sob acusação de ter inflacionado numerosas transferências entre 2009 e 2018 para apresentar contas limpas à Premier League e à UEFA. Os milhões distribuídos por vários clubes chegaram também a Portugal e, de acordo com uma análise da BBC, a liga portuguesa, sobretudo FC Porto e Benfica, figura entre as beneficiárias desse período de grande investimento dos citizens.
Este tem sido, de resto, um dos argumentos mais repetidos pelos adeptos do Manchester City desde a confirmação das graves acusações ao clube: o futebol em geral e muitos clubes em particular beneficiaram, recebendo uma parte dos mais de mil milhões de euros gastos pelo emblema inglês durante esse intervalo.
A BBC analisou detalhadamente o destino dessas verbas, tanto por clube como por campeonato, entre o verão de 2009 e o inverno de 2018. FC Porto e Benfica surgem entre os dez primeiros desta lista, ambos com duas vendas.
Os dragões ocupam o oitavo posto, com receitas de 51,5 milhões de libras [mais de 60 milhões de euros], provenientes das transferências de Eliaquim Mangala e Fernando, concretizadas em 2014.
Logo depois, na nona posição, está o Benfica, com um lucro de 51 milhões de libras [quase 60 milhões de euros]. Esse montante resulta das saídas de Javi Garcia, em janeiro de 2012, e do guarda-redes Ederson, em 2017.
Já o Sporting fica fora desta relação, dado que não transferiu qualquer futebolista para o Manchester City no período analisado, durante o qual os leões também não conquistaram títulos.
As quatro contratações feitas em Portugal somaram mais de 100 milhões de libras [mais de 120 milhões de euros]. Esse valor coloca o campeonato português entre os quatro que mais ganharam com os investimentos avultados do Manchester City, atrás apenas da Premier League [413 milhões de euros], da La Liga [333 milhões de euros] e da Bundesliga [217 milhões de euros].
Na classificação dos clubes que mais receberam, encabeçada pelo Wolfsburgo, os alemães somaram 113,5 milhões de euros com as vendas de Edin Dzeko e Kevin de Bruyne. Segue-se o Monaco, com 107 milhões de euros pelas transferências de Mendy e Bernardo Silva. Cada um destes dois emblemas ultrapassou os 100 milhões de euros de receitas com apenas duas saídas.
A relação inclui ainda vários clubes da Premier League, entre os quais Arsenal [83,5 milhões de euros], Everton [74 milhões de euros], Liverpool [64 milhões de euros] e Tottenham [45 milhões de euros]. Pelo meio aparecem dois representantes espanhóis: o Valencia, com 73,5 milhões de euros, e o Athletic Bilbao, com 65 milhões de euros.
Ao todo, 46 clubes de 19 campeonatos diferentes receberam verbas do City, em muitos casos através de vendas que continuam a ser recordes até hoje. A liga inglesa foi a principal beneficiária: o Manchester City contratou oito jogadores aos adversários diretos e outros dois ao Championship. A liga espanhola surge a seguir, igualmente com oito futebolistas vendidos.
Desde 2009, o dinheiro investido pelo City transformou profundamente o mercado de transferências. Os recordes sucederam-se e os valores de mercado foram aumentando de época para época.
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