FC Porto vence Marítimo por 2-1 com reviravolta sofrida nos Barreiros

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FC Porto vence Marítimo por 2-1 com reviravolta sofrida nos Barreiros

Após a interrupção para os compromissos das seleções, a Liga voltou com o reencontro entre dois protagonistas de um clássico do futebol português. Com 86 confrontos entre ambos na história do principal escalão, Marítimo e FC Porto voltaram a medir forças no «caldeirão» dos Barreiros, três anos depois. O líder do campeonato encontrou as dificuldades esperadas, precisou de sofrer para somar os três pontos e consumou a reviravolta numa partida com suspense até aos últimos instantes.

O arranque decorreu sem grandes surpresas, apesar das três mudanças feitas por Francesco Farioli na equipa inicial e das duas introduzidas por Mitchell van der Gaag. Os portistas instalaram-se em zonas adiantadas desde cedo, aproximando-se repetidamente do último terço dos madeirenses. Não surgiam ocasiões de golo, mas a presença dos visitantes bastava para condicionar os verde-rubros, que adotavam uma postura prudente.

O domínio pertencia ao FC Porto, até o Marítimo começar a ganhar metros. Depois de um primeiro aviso, os insulares chegaram mesmo à vantagem. A bola circulava no meio-campo ofensivo quando Gábor Szalai decidiu arriscar de muito longe: o central disparou com força e bateu Diogo Costa, à passagem dos 15 minutos.

A desvantagem pareceu perturbar os dragões nos momentos seguintes. Os anfitriões aproveitaram para voltar a aproximar-se com perigo da baliza contrária, embora Diogo Costa tenha resolvido a situação sem dificuldades.

Ultrapassada essa fase, o FC Porto recuperou terreno e apertou o cerco aos madeirenses, ainda sem encontrar o caminho para o golo. A ameaça era constante, mas faltava causar verdadeiro impacto dentro da área do Marítimo. Até que, aos 42 minutos, apareceu Victor Froholdt. Pouco envolvido até então nas ações ofensivas, o dinamarquês estava no local indicado para aproveitar uma defesa vistosa, mas incompleta, de Fran Vieites e desviar a sobra para o empate.

As equipas recolheram aos balneários com o resultado igualado e com os dragões claramente por cima. Ainda assim, a organização e a coesão dos verde-rubros continuavam a criar obstáculos à formação orientada por Farioli, obrigada a trabalhar para encontrar espaços.

A segunda parte trouxe um cenário muito próximo do anterior: o FC Porto procurava atacar e assumir a iniciativa, enquanto o Marítimo mantinha uma atitude cautelosa, à espera da sua oportunidade. As ocasiões mais claras só apareceram depois dos 60 minutos. A partir daí, os portistas dispuseram de três oportunidades flagrantes num curto intervalo, mas esbarraram sempre em Vieites. A defesa madeirense resistia e, quando era ultrapassada, o guarda-redes espanhol surgia como última barreira, chegando a negar o golo a Alberto Costa sobre a linha.

A pressão azul e branca intensificava-se, sem que o marcador se alterasse. As entradas de Borja Sáinz, Samú e Pietuszewski acrescentaram energia e soluções ao ataque dos visitantes. Coube precisamente ao jovem polaco encontrar a chave para desfazer a igualdade, com um remate em arco perfeito que terminou num golo de grande qualidade. A jogada ainda foi analisada por eventual fora de jogo, mas o lance foi validado, confirmando a reviravolta e desfazendo a incerteza no marcador.

Nem por isso o Marítimo deixou de ameaçar até ao fim. Nos últimos minutos, Diogo Costa teve de estar atento em três ocasiões para evitar novo golo dos anfitriões. Os dragões, que já tinham conseguido inverter o resultado, resistiram às investidas da equipa de Mitchell van der Gaag e conservaram a vantagem até ao apito final.

O FC Porto pôde, assim, celebrar um triunfo conquistado com muito esforço, mas inteiramente justo, numa demonstração de determinação perante as dificuldades encontradas nos Barreiros. Do lado do Marítimo, a entrega e a resistência não tiveram recompensa.

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