Golden Goal e Atlantiprestígio contrariam SAD do Leixões após arresto de bens

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Golden Goal e Atlantiprestígio contrariam SAD do Leixões após arresto de bens

A Golden Goal e a Atlantiprestígio – Imobiliária responderam esta sexta-feira à posição da SAD do Leixões sobre a ordem de arresto de bens da sociedade de Matosinhos. As duas empresas abordaram, respetivamente, as questões contratuais ligadas à SAD e a compra do Complexo Desportivo de Fão.

Numa nota remetida à comunicação social, a Golden Goal afirma que «não existiu qualquer incumprimento contratual por parte da Aliya Capital Partners/Golden Goal LLC, que não são devedoras de qualquer montante à Play-Fair, Lda. ou à Leixões SAD».

A resposta surge depois de a SAD do Leixões ter afirmado que, juntamente com a Playfair, Lda., é credora de mais de 22 milhões de euros do investidor Golden Goal, empresa do Grupo Aliya Capital Partners. Segundo a sociedade, este grupo foi indicado por Anderson Fellipe Gonçalves, investidor brasileiro na SAD. A SAD atribuiu aquele montante a um incumprimento contratual da Aliya Capital Partners/Golden Goal e adiantou que já estavam em curso diligências para recuperar a verba.

Por seu lado, a Golden Goal sublinha que «a declaração de resolução enviada pela Play-Fair, Lda. a 9 de agosto de 2026 foi contestada pela Golden Goal no próprio dia». A empresa considera ainda que «a resolução é ilícita, não tem fundamento contratual nem legal e não respeitou o procedimento de sanação previsto no contrato».

A mesma entidade salienta que o tribunal decretou um arresto a seu favor e refere que, entre julho de 2025 e julho de 2026, transferiu cerca de 10 milhões de euros para a SAD do Leixões e para a Play-Fair, montante pelo qual está a pedir a devida indemnização.

Já a Atlantiprestígio – Imobiliária, S.A., que detém parte do Fão Training Center (FTC), instituição criada para gerir o Complexo Desportivo de Fão, esclarece que a compra do Complexo foi financiada por Anderson Fellipe Gonçalves. Segundo a empresa, a requalificação do espaço e a aquisição dos terrenos adjacentes foram realizadas pela Atlantiprestígio – Imobiliária. A sociedade sustenta que a Play-Fair não utilizou recursos financeiros próprios em nenhuma destas operações e que o investimento assentou no pressuposto, partilhado por todas as sócias, de integração do Complexo na FTC. Porém, acrescenta, essa integração não se concretizou e o imóvel continua registado em nome da Play-Fair.

No mesmo comunicado, a Atlantiprestígio garante que se defenderá «por todos os meios legais». Denuncia também que, na quarta-feira, dia em que foi decidido o arresto de bens da SAD do Leixões, «a Play-Fair, Lda., representada pelo Sr. André Castro, prometeu vender o Complexo Desportivo de Fão à Leixões Sport Clube Futebol, SAD, também representada pelo Sr. André Castro».

Também esta sexta-feira, o Leixões, enquanto clube, distanciou-se do arresto de bens e pediu esclarecimentos à SAD.

O Tribunal da Póvoa de Varzim determinou, na quarta-feira, o arresto de bens da SAD do Leixões, da acionista maioritária da sociedade e do seu presidente, André Castro. Os créditos reclamados à SAD e à Play-Fair, proprietária de 56,33 por cento do capital da sociedade, ultrapassam, no conjunto, os 13 milhões de euros (ME). A sentença assinalou igualmente as dificuldades financeiras da SAD, cujas contas de 2024/25 registavam capitais próprios negativos de 10,41 milhões de euros, um passivo de 13,4 milhões e prejuízos de 4,48 milhões. Entre os fundamentos da decisão, o tribunal salientou o risco de venda do Complexo Desportivo de Fão, comprado pela Play-Fair através de um empréstimo de 1,36 milhões de euros concedido por Anderson Fellipe Gonçalves.

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