Grupo Friedkin admite vender controlo do Everton menos de dois anos após compra
O The Friedkin Group (TFG), dono do Everton desde dezembro de 2024, anunciou esta sexta-feira estar aberto à venda da participação maioritária no clube inglês, menos de dois anos após assumir o controlo. Liderado por Dan Friedkin, o grupo norte-americano confirmou que avalia novas alternativas de investimento, entre as quais uma possível venda, tendo encarregado o banco Moelis & Company de dirigir o processo.
«O The Friedkin Group está a explorar novas opções de investimento para o Everton Football Club, incluindo a potencial venda de uma participação de controlo», comunicou o clube numa nota oficial. A posição surge depois de terem sido divulgados, em setembro, contactos para atrair investidores minoritários. Essa hipótese foi agora alargada a uma eventual alteração de proprietário.
Na mesma nota, os responsáveis norte-americanos enquadraram a decisão na estabilização das finanças do Everton e na conclusão da mudança para o novo estádio, duas prioridades definidas no momento da compra do clube.
«Quando o TFG assumiu a responsabilidade pelo Everton, o clube enfrentava uma significativa incerteza financeira e desafios dentro e fora de campo. A prioridade imediata era proporcionar a estabilidade, o investimento e o apoio necessários para garantir o futuro do clube», explicaram os proprietários.
Na perspetiva do grupo, existem agora condições para ponderar uma nova etapa na gestão do Everton, embora ressalve que nem todas as propostas serão aceites. «Com essa base agora estabelecida, chegou o momento de considerar o próximo capítulo do Everton. Apenas consideraremos o interesse de entidades que acreditamos firmemente serem as responsáveis certas para levar o clube em frente», acrescentou.
A compra ficou concluída em dezembro de 2024 por intermédio da Roundhouse Capital, veículo de investimento do grupo norte-americano, que adquiriu os 94% pertencentes a Farhad Moshiri. O negócio encerrou uma fase de dificuldades financeiras e de indefinição em torno da propriedade do clube.
A abertura a uma venda acontece, porém, depois de um mercado de transferências em que a administração foi alvo de críticas. A tentativa de transferir o jovem Harrison Armstrong para o Nottingham Forest, que não se concretizou, desencadeou uma forte onda de contestação. Também o investimento no plantel foi colocado em causa, num período em que David Moyes sublinhava a necessidade de reforços.
Em setembro, Moyes contou que, desde que regressara ao Everton, em janeiro de 2025, nunca tinha conversado pessoalmente com Dan Friedkin.
De acordo com a imprensa britânica, a avaliação do Everton poderá rondar os 800 milhões de libras, incluindo dívida. Este montante não corresponde, no entanto, a um preço de venda anunciado oficialmente.
Embora admita vender, o grupo, que detém igualmente a Roma, assegura que manterá o apoio ao Everton ao longo do processo.
«Continuaremos a apoiar o clube de todas as formas necessárias para alcançar o sucesso dentro de campo e a desenvolver esforços para produzir um impacto positivo nas comunidades que serve», garantiram os responsáveis.
A terminar o comunicado, o grupo e o clube indicam que não darão esclarecimentos adicionais enquanto estiver em curso a procura de investidores.
Queres saber isto antes de todos? Entra no grupo gratuito do Corvo Bets.
Entrar no grupo