Jardim recria lance com assessor de imprensa para elogiar decisão da arbitragem
Leonardo Jardim foi protagonista de uma cena pouco habitual na conferência de imprensa que se seguiu à vitória do Flamengo sobre o Fluminense (1-0). O treinador português recorreu ao assessor de imprensa para ilustrar um lance e defender uma decisão da equipa de arbitragem.
A situação que motivou a explicação aconteceu aos 31 minutos da primeira parte, quando o resultado ainda estava em 0-0. Erick Pulgar arriscou ser expulso por uma falta sobre Rodrigo Castillo. Já perante os jornalistas, Jardim chamou Rodrigo Paiva para demonstrar diferentes tipos de infrações e explicar a sua posição sobre os critérios dos árbitros.
«Hoje com o Erick (Pulgar), ontem com o São Paulo (ndr: contra o Vitória) houve dois toques com a parte interior do pé nos adversários. É verdade, mas não são lances de cartão vermelho. Porque o jogador…», começou por dizer, antes de se levantar e pedir ao assessor que se aproximasse.
«Anda cá, Paiva. Uma coisa é eu entrar assim, no joelho do outro, isto é falta para cartão vermelho, seja por trás ou pelo lado. E outra coisa é eu disputar a bola e o pé tocar no adversário. É uma coisa diferente. Só que as pessoas veem muita maldade e querem expulsão. Uma coisa é o jogador de costas e tu dares um pisão. Acho que o árbitro esteve bem. São coisas diferentes. Uma coisa é uma coisa e outra coisa era outra coisa», rematou o técnico.
A demonstração surgiu na sequência de uma pergunta sobre as conversas que mantém com os jogadores a propósito das situações de arbitragem nos encontros.
«Nós conversamos muito sobre todos os elementos do jogo e a equipa de arbitragem é um elemento do jogo. Temos sempre a preocupação de saber as características do árbitro. Eu hoje dei parabéns ao árbitro e disse “boa arbitragem”. Porque ele teve um critério de início ao fim, deixou jogar. Aquelas faltinhas que não eram, ele nem marcou e o critério, para mim, é uma coisa fundamental. Há árbitros que marcam tudo, não podem é marcar tudo na primeira parte e depois não marcar tudo, e depois troca… isso é que não pode ser, ter critérios diferentes para as duas equipas», explicou.
Jardim abordou também a pressão exercida sobre os juízes: «Em relação à pressão sobre o árbitro, eu não acredito que os árbitros tenham necessidade de ser pressionados. Aqui no campeonato brasileiro vejo muita pressão. Sabem quantas vezes vi um árbitro mudar de opinião? Uma vez e vocês sabem em que jogo foi e como foi».
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