João Simões pronto para ajudar um Sporting ainda distante da sua melhor versão

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João Simões pronto para ajudar um Sporting ainda distante da sua melhor versão

João Simões sente-se preparado para regressar e contribuir para o Sporting, mesmo com uma concorrência bastante maior do que na temporada anterior. Numa entrevista à Sporting TV, o jovem médio destacou a ajuda de Nuno Santos durante os cinco meses em que esteve fora dos relvados e mostrou confiança no potencial de crescimento do plantel.

O jogador considera que estas três semanas chegaram num momento oportuno para recuperar a condição física e a confiança com bola. O período tem servido também para se voltar a integrar no grupo, trabalhar com os reforços e conviver com os companheiros que permaneceram no clube por não terem sido chamados às seleções.

Sobre o afastamento, João Simões reconheceu que atravessou uma fase muito complicada, como acontece com qualquer atleta obrigado a parar devido a uma lesão. No seu caso, a dificuldade foi acrescida por se tratar da segunda paragem pelo mesmo motivo num ano. Agora que ultrapassou mais esse obstáculo, quer recuperar a alegria de jogar e aproveitar o regresso ao trabalho com os colegas. Voltar a atuar em Alvalade é o próximo objetivo, encarando o que passou como parte do percurso de um desportista de alto rendimento.

O médio recordou que fez toda a formação sem lesões, jogando regularmente e sem contratempos. Por isso, estas experiências fizeram-no perceber que uma carreira no futebol não é feita apenas de avanços e que também implica enfrentar quedas. Ainda assim, considera que teve sorte por contar com a companhia de outros jogadores lesionados durante a recuperação: Nuno Santos, que infelizmente ainda está a regressar, Daniel Bragança e, agora, Blopa.

A presença desses companheiros ajudou-o a encarar a situação com maior leveza. Na segunda lesão, o apoio de Nuno Santos ganhou especial importância. João Simões sente que compreende cada vez melhor o sofrimento do colega por não poder competir e apontou-o como, possivelmente, o jogador do plantel que mais o ajudou. Mesmo quando sentia dores, ouvia do companheiro palavras de incentivo para continuar a lutar, razão pela qual o considera uma das pessoas mais importantes nesta fase.

Quanto aos novos jogadores, entende que estão a assimilar bem a ideia de jogo do treinador. Apesar da juventude, procura transmitir-lhes o ADN do clube que recebeu enquanto atleta da formação, ajudando-os a compreender o significado de representar o Sporting. Em campo, acredita que pode acrescentar sobretudo energia e capacidade física. Sente que ainda tem muito para oferecer e que a idade lhe permite continuar a evoluir e a dar mais à equipa.

Essa aprendizagem passa também pelo contacto com colegas de características distintas. Referiu Sergi Altimira, que traz experiência da La Liga, Doumbia, que chegou de Itália e está agora na seleção, e Pedro Lima, igualmente com uma boa experiência. A intenção é recolher ensinamentos de todos, tal como fazia ao observar Morita, Dani Bragança, Morten Hjulmand ou Kochorashvili, jogadores que vê como bons exemplos e com ideias diferentes. Acrescentou ainda Silas Andersen, também jovem e proveniente de um contexto que considera interessante, na Dinamarca.

Na integração dos reforços, tenta dar continuidade à transmissão de valores entre gerações. Embora alguns sejam mais velhos do que ele, procura explicar-lhes a importância e a dimensão do Sporting, por entender que quem chega de fora nem sempre tem consciência dessa grandeza. Também lhes passa a exigência e a pressão associadas ao clube: jogar bem não chega, é necessário juntar vitórias às boas exibições. Quando a equipa atinge um rendimento elevado, tem de o igualar ou superar no encontro seguinte.

É essa a mensagem que aprendeu com Nuno Santos, Dani Bragança, Morten Hjulmand e Morita, entre outros. Por serem jogadores que já conquistaram títulos e fizeram tanto pelo futebol, procura reproduzir junto dos recém-chegados os ensinamentos que recebeu deles.

A camisola que veste representa, acima de tudo, uma grande responsabilidade, tendo em conta os jogadores que a usaram antes. João Simões lembrou que representar o Sporting já é, por si só, exigente. Na formação, utilizava os números 8 e 10, sobretudo o 8, de que gosta muito. Sabe, porém, que não basta vestir a camisola: precisa de demonstrar em campo, através do rendimento, que a merece. Conhece os grandes nomes que a envergaram e ambiciona vir a fazer parte desse grupo, trabalhando diariamente para a honrar.

Ao avaliar o plantel, salientou a presença de muitos jovens com ampla margem para evoluir. Pediu, por isso, paciência perante uma transformação que descreveu como a saída de 10, 11 ou 12 jogadores e a entrada de 12 reforços. Os recém-chegados precisam de tempo para se adaptarem à forma de jogar e aos companheiros que já estavam no clube, embora considere que a equipa está a demonstrar qualidade mesmo durante esse processo.

Sobre os empates, admitiu que, em determinados momentos, o Sporting poderá ter sido menos rigoroso ou perdido alguma concentração, situações que fazem parte do futebol. A resposta terá de surgir no próximo encontro, diante do Sp. Braga, para o qual a equipa se está a preparar ao longo destas três semanas. Para o médio, é precisamente nas fases em que as coisas correm menos bem que se distinguem as grandes equipas e os grandes jogadores, assumindo as suas responsabilidades. Reconhece que o grupo continua longe do máximo e da melhor versão, mas garante que trabalha todos os dias para atingir esse patamar.

João Simões defendeu ainda que o foco deve permanecer no trabalho da equipa, deixando de lado o ruído exterior e as polémicas. O que conta, sublinhou, é o rendimento e a evolução do Sporting. Apontou a necessidade de vencer em Braga e na Champions, referindo depois nova jornada da Champions na semana seguinte e a obrigação de mudar o foco para o campeonato. Considera que essa sucessão de desafios permite medir a consistência de uma grande equipa e mostrou-se convicto de que o grupo vai demonstrar capacidade para lhes responder.

O jovem deixou igualmente elogios ao treinador e à equipa técnica pelo acompanhamento desde o primeiro dia. Além da ajuda de Nuno Santos, valorizou o apoio recebido dos técnicos nas duas lesões, quando o tranquilizaram e o incentivaram a aprender e a olhar para a situação da melhor maneira possível. Nos treinos, sente que procuram ajudá-lo constantemente e mostra-se disponível para aprender com quem sabe mais do que ele.

Na sua perspetiva, todas as decisões do treinador procuram beneficiar o coletivo, quer seja utilizado ou não. Reconheceu que precisou de amadurecer em vários aspetos e que ainda tem caminho a percorrer. Quanto à possibilidade de recuperar a titularidade, a prioridade é voltar à melhor condição física e aproximar-se da sua melhor versão. Está consciente de que o meio-campo reúne muitos jogadores, várias caras novas e bastante qualidade.

Quando o treinador entender que está preparado e que a equipa precisa dele dentro de campo, João Simões quer estar pronto para corresponder. Mantém, contudo, o respeito pela concorrência e a noção de que, consoante o jogo, haverá companheiros mais preparados do que outros para responder às exigências.

Por fim, agradeceu a todos os que o apoiaram durante a lesão. Recebeu muitas mensagens positivas e palavras de força de pessoas que o abordavam na rua, gestos que o ajudaram a sentir que não estava sozinho. Aos adeptos, deixou a garantia de que a equipa sabe que precisa de dar uma resposta nos próximos encontros e estará preparada para os desafios que se aproximam. O compromisso, reforçou, é honrar o símbolo do Sporting e lutar por eles em cada jogo.

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