Konyaspor e Palestina empatam numa partida de homenagens e simbolismo
O Konyaspor e a seleção da Palestina terminaram empatados a dois golos um particular realizado em Konya, no qual as homenagens nas bancadas assumiram maior destaque do que o resultado no relvado. O encontro fez parte das celebrações do «Dia da Palestina», sob o lema «A nossa casa é a vossa casa».
Melih İbrahimoğlu colocou a formação turca em vantagem aos dois minutos. A resposta palestiniana chegou por Mohammed Sandouqa, que marcou aos 12 e aos 25 minutos, antes de Mustafa Muhammed fixar o 2-2 aos 28. O marcador não voltou a sofrer alterações.
Antes do início do jogo, os adeptos exibiram uma coreografia com elementos ligados à Palestina: uma pomba branca, um ramo de oliveira, a bandeira palestiniana e uma representação de Jerusalém. Nas bancadas, surgiu igualmente a mensagem: «Quando as crianças dormem, façam silêncio, não quando estão a morrer».
Entre as muitas bandeiras palestinianas, foram também mostradas imagens de jornalistas conhecidos mortos pelo lado israelita. Em posição central figurava Shireen Abu Akleh, repórter da Al Jazeera morta em 2022, enquanto trabalhava na Cisjordânia, com um tiro na cabeça disparado a grande distância. A acompanhar as imagens estava a frase «o jornalismo não é um crime».
Por volta dos dez minutos, o jogo foi interrompido, as luzes do estádio apagaram-se e os ecrãs passaram a mostrar os nomes de crianças mortas nos ataques israelitas desde 7 de outubro de 2023. Durante a homenagem, alguns adeptos lançaram também peluches para o relvado.
Já perto do final, registou-se o momento de maior simbolismo: o encontro terminou aos 89 minutos e 59 segundos, altura em que foi anunciado que «a partida foi adiada até que a Palestina seja livre».
O TÜMOSAN Konyaspor partilhou uma publicação na sua conta @konyaspor.
Depois do jogo, o selecionador palestiniano, Ibrahim Halil, agradeceu o acolhimento em Konya e disse que a equipa sentiu «emoções muito fortes». «A causa palestiniana é para pessoas honradas. Vamos continuar a nossa luta até a Palestina conquistar a liberdade», afirmou.
Nas bancadas estiveram ainda o ministro turco da Juventude e Desporto, Osman Aşkin Bak, e várias autoridades locais. No final, entregaram flores aos futebolistas da Palestina.
Recep Tayyip Erdogan agradeceu posteriormente à seleção visitante a deslocação e aos habitantes de Konya a «receção digna». Numa publicação, o presidente turco apresentou o particular entre o Konyaspor e a seleção palestiniana como um exemplo de fraternidade, solidariedade e união entre os dois países.
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