Leixões afasta envolvimento no arresto de bens e pede explicações à SAD

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Leixões afasta envolvimento no arresto de bens e pede explicações à SAD

O Leixões assegurou esta sexta-feira que não está abrangido pelo arresto de bens determinado à SAD, à acionista maioritária, Play-Fair, e ao presidente do conselho de administração, André Castro. O clube adiantou que vai pedir esclarecimentos à sociedade desportiva.

Numa nota, a direção salientou a separação entre clube e SAD, lembrando que se trata de «entidades diferentes, com patrimónios, gestões e responsabilidades próprias». Referiu também que, de acordo com as informações tornadas públicas, o clube não interveio nas operações de financiamento que deram origem ao processo.

Titular de 40 por cento do capital da SAD, o Leixões mostrou-se preocupado com os eventuais efeitos da decisão no futuro do futebol profissional. A direção garantiu que tem desenvolvido esforços para diminuir a dívida, alcançar o equilíbrio das contas e salvaguardar o património do clube.

O emblema de Matosinhos informou que vai analisar as medidas necessárias à defesa dos seus interesses, dos sócios e da comunidade leixonense. «O Leixões Sport Club é maior do que qualquer pessoa ou interesse individual», afirmou a direção, reiterando o respeito pela justiça e pela presunção de inocência.

A decisão de arresto partiu do Juízo Central Cível da Póvoa de Varzim, na sequência de uma providência cautelar interposta pelo empresário brasileiro Anderson Fellipe Gonçalves. De acordo com os factos dados como sumariamente provados pelo tribunal, o empresário realizou 18 empréstimos à SAD e à Play-Fair, entre novembro de 2023 e abril de 2026, no montante global de 5,062 milhões de euros.

Na quinta-feira, a SAD afirmou desconhecer as notícias relativas ao arresto e frisou que apenas assumirá uma posição oficial quando as informações estiverem confirmadas.

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