Marco Silva elogia qualidade ofensiva do Benfica, mas aponta aspetos a corrigir

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Marco Silva elogia qualidade ofensiva do Benfica, mas aponta aspetos a corrigir

Marco Silva, treinador do Benfica, considerou inteiramente merecida a vitória diante do Celtic, na 2.ª jornada da Liga Europa. Em declarações aos jornalistas após o encontro, destacou a qualidade ofensiva da equipa, sem deixar de identificar problemas que precisam de ser corrigidos.

O técnico salientou a excelente entrada na partida e a importância do golo madrugador, algo que, observou, tem acontecido com alguma frequência nos jogos em casa e também em algumas deslocações. Na sua análise, esse início traduz a capacidade que os jogadores têm revelado e a intenção de assumir o domínio desde os primeiros instantes.

Marco Silva classificou a primeira parte como muito positiva. A facilidade com que o Benfica criou oportunidades, marcou e controlou o encontro acabou, no seu entender, por dar a ideia de que a tarefa era menos exigente do que realmente foi. Também pareceu que o Celtic não teria condições para causar dificuldades, embora os escoceses tenham conseguido fazê-lo em diferentes momentos.

O treinador lembrou que o adversário está habituado a procurar a vitória e dispõe de futebolistas de qualidade, familiarizados com a pressão. Por isso, contou ter avisado os jogadores de que deveriam esperar uma resposta forte de uma equipa que chegava ao intervalo a perder por 3-0. Acrescentou que a conversa no balneário do Celtic não deveria ter sido fácil.

Sobre o segundo tempo, explicou que o Benfica procurou ajustar a pressão e considerou que houve progressos nesse capítulo. Nos primeiros 10 a 15 minutos, a equipa escolheu melhor os momentos para pressionar e dispôs de duas ou três oportunidades para chegar ao quarto e ao quinto golo, o que permitiria encerrar a discussão do resultado.

Essas ocasiões não foram concretizadas e o Celtic conseguiu criar dificuldades com as alterações efetuadas, nomeadamente através da entrada de dois jogadores frescos para os corredores. O facto de Dahl já ter um cartão amarelo também contribuiu para os problemas sentidos pelos encarnados.

Segundo Marco Silva, o golo dos escoceses deu confiança ao adversário e retirou serenidade ao Benfica, algo que reconheceu não dever ter acontecido. A partida tornou-se mais aberta e a equipa começou a perder bolas, numa situação que comparou ao encontro com o Vitória no último fim de semana. Admitiu ainda que as substituições demoraram algum tempo, embora tenham acabado por ajudar. O Benfica terminou por cima, mas, depois do 3-1, atravessou um período em que perdeu demasiado controlo.

No balanço global, o treinador destacou o elevado nível da produção ofensiva. Ainda assim, apontou os duelos defensivos e a proteção da área como matérias particularmente importantes, nas quais é necessário continuar a trabalhar.

Entre os pontos a aperfeiçoar, incluiu os confrontos individuais e a necessidade de os jogadores serem mais despertos e astutos em determinadas situações. Referiu também as faltas táticas, explicando que alguns elementos da equipa não as fazem com a frequência necessária quando as circunstâncias da partida o exigem. Para o técnico, é essencial estar preparado para responder ao que cada momento pede.

Marco Silva identificou ainda a perda imediata da posse após a recuperação como um dos piores cenários para qualquer equipa, reconhecendo que isso aconteceu ao Benfica algumas vezes. Sublinhou que nenhuma formação se sente confortável nessas condições e que, em certos períodos, os jogadores quiseram atacar depressa de mais, também porque o encontro estava partido.

Na sua perspetiva, a equipa deve conservar a capacidade de avançar, mas sem abdicar do equilíbrio coletivo. Defendeu que o Benfica não pode desorganizar-se nem com o marcador empatado nem quando dispõe de uma vantagem confortável de 3-1.

O treinador reconheceu, por outro lado, que estava a ser dada muita atenção às dificuldades de um jogo que terminou com uma vitória folgada. Observou que, em quase todas as oportunidades do Celtic, o Benfica não se encontrava desequilibrado, considerando antes necessário melhorar o posicionamento em determinados momentos para proteger devidamente a área.

São situações que, explicou, têm sido trabalhadas e que pretende que os jogadores compreendam melhor. Apesar das correções necessárias, considerou que seria bastante mais preocupante se a equipa não produzisse as oportunidades e os golos que tem conseguido, fundamentais para ser forte. Terminou reforçando que vencer não significa que tudo esteja bem e que o trabalho de melhoria tem de prosseguir.

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