Marco Silva preferia não ter parado e pede reação do Benfica frente ao V. Guimarães

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Marco Silva preferia não ter parado e pede reação do Benfica frente ao V. Guimarães

Marco Silva realça a utilidade da pausa para as seleções no crescimento de El Karouani e Claudio Echeverri, em particular pelo trabalho desenvolvido com os dois nas últimas três semanas. O treinador do Benfica antecipa dificuldades diante do V. Guimarães e pede uma resposta à derrota no clássico com o FC Porto.

Na análise ao adversário, o técnico descreveu o V. Guimarães como um clube de características muito próprias, cuja exigência é bem conhecida por quem ali joga e trabalha. Considera que o apoio e essa mesma exigência lhe dão capacidade para melhorar a qualquer altura. Ainda assim, sublinhou que o essencial é olhar para o presente: os vimaranenses não têm conseguido bons resultados nem sido eficazes, mas apresentam um volume ofensivo muito elevado.

Apesar do respeito pelo adversário, Marco Silva salientou que o Benfica também precisa de reagir. Recordou que a equipa disputou mais de uma hora em inferioridade numérica no clássico, mas frisou que, no clube, não se pode aceitar aquele resultado de ânimo leve. Depois de uma pausa prolongada, destacou a importância do regresso ao Estádio da Luz, onde pretende sentir o apoio dos adeptos e ver a equipa mostrar, desde o primeiro minuto, a atitude e a exigência que procura transmitir, sem nunca deixar de respeitar o oponente.

O treinador admitiu que teria dispensado a interrupção para as seleções, caso pudesse escolher. Estar duas ou três semanas sem competir é pesado, sobretudo depois do resultado anterior, e a vontade era voltar rapidamente aos jogos e à adrenalina da competição. Na sua perspetiva, o mais indicado teria sido jogar no Estádio da Luz. Ainda assim, explicou que a pausa foi encarada com normalidade e permitiu abrandar o ritmo de encontros de três em três dias, tendo sido especialmente valiosa para os jogadores que chegaram mais tarde ao clube.

Marco Silva lembrou a experiência de muitos anos a este nível e o conhecimento das dificuldades dos jogos após as competições europeias, assinalando que, neste caso, é a primeira vez que a equipa vai jogar na terceira semana. Houve momentos em que dispôs de apenas seis jogadores para trabalhar, acompanhados por elementos da equipa B, enquanto alguns atletas estiveram perto de 18 dias afastados do contexto do Benfica.

Perante esse cenário, explicou que cabe à equipa técnica aproveitar o tempo disponível, chamar a atenção para a concentração e procurar os níveis exibicionais pretendidos. Os jogadores acabaram por disputar quatro partidas em 15 dias, uma situação que não é habitual nas pausas para as seleções. Por isso, considerou necessário reunir novamente o grupo e recuperar alguns princípios, valorizando os últimos três dias de trabalho com todos os elementos.

Sobre El Karouani e Echeverri, o técnico reconheceu que ambos precisavam de passar bastante mais tempo com a equipa. Quanto a Durán, observou que não tem tido a regularidade de Pavlidis, explicando que o nível muito elevado de um jogador reduz o espaço de quem disputa a mesma posição. Ainda assim, Durán tem jogado mais do que os outros dois e participou na pré-época, o que facilitou a sua integração.

Durante a pausa, o Benfica realizou um encontro à porta fechada para manter e atribuir minutos a alguns jogadores. Durán não participou por estar com condicionantes. Já Echeverri beneficiou dos minutos e aproveitou o período de trabalho para se soltar mais. El Karouani não foi convocado para a seleção e, na avaliação de Marco Silva, tanto ele como Echeverri estão agora mais preparados.

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