Moreirense-Gil Vicente, 0-1: Walace França decide dérbi minhoto nos descontos

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Moreirense-Gil Vicente, 0-1: Walace França decide dérbi minhoto nos descontos

Quase três semanas mais tarde, a Liga voltou com um dérbi minhoto entre Moreirense e Gil Vicente. Após uma pausa tão prolongada no campeonato, aguardava-se, em Moreira de Cónegos, uma partida mais intensa e, eventualmente, com mais golos para compensar a espera.

Apesar de alguns sinais de perigo ao longo do encontro, as maiores emoções surgiram apenas nos minutos finais, com a felicidade a cair para o lado dos visitantes. Os galos interromperam uma sequência de quatro partidas sem ganhar e conquistaram a primeira vitória fora de casa nesta temporada.

O Gil Vicente começou com grande energia e tomou conta das operações desde o apito inicial. Nos primeiros cinco minutos, já tinha protagonizado duas aproximações perigosas à baliza do Moreirense. À direita, Murilo e Ricardo Esgaio entendiam-se bem e descobriam espaços para entrar na área dos cónegos, que revelavam dificuldades para conter a iniciativa ofensiva adversária.

Luís Pinto dava sinais de ter preparado bem a estratégia e superiorizou-se no confronto tático durante os instantes iniciais. Vasco Botelho da Costa, porém, interpretou os problemas e introduziu ajustes na equipa ao longo da partida.

O Moreirense apresentou inicialmente as linhas adiantadas, mas não encontrava forma de superar a pressão do Gil Vicente. Aos poucos, passou a explorar a profundidade e a velocidade para contrariar as dificuldades do arranque. Tiago Andrade teve uma influência relevante nessa mudança, acrescentando mobilidade ao ataque da formação da casa.

Embora os visitantes tivessem entrado melhor, a primeira grande ocasião pertenceu ao Moreirense. Na sequência de um desvio numa bola de Ricardo Esgaio, Liberato ficou isolado perante Lucão, na pequena área. O guarda-redes brasileiro respondeu com uma defesa determinante, desviando o remate por cima da baliza e impedindo os cónegos de inaugurar o marcador.

Depois do intervalo, o Moreirense manteve a evolução registada durante a primeira parte. O encontro tornou-se mais equilibrado, com situações de perigo nas duas áreas. Aos 49 minutos, o Gil Vicente ficou perto do golo: Murilo encontrou Andreas Lausen, cujo remate cruzado saiu muito próximo do poste.

A intensidade aumentou de forma clara na fase final, à medida que ambas as equipas reforçavam a procura pelos três pontos. Aos 82 minutos, André Ferreira destacou-se com uma excelente defesa a um remate de Ricardo Esgaio. Na outra área, o Moreirense também ameaçou, mas Landerson chegou atrasado ao cruzamento de Tiago Andrade e perdeu uma grande ocasião diante de Marcão.

Numa altura em que o empate parecia encaminhado para durar até ao fim, foi assinalada uma grande penalidade a favor do Gil Vicente. Walace França encarregou-se da cobrança e, já em período de compensação, colocou a bola no canto inferior esquerdo, fixando o triunfo dos galos por 1-0.

Lançado aos 82 minutos, Walace França não precisou de muito tempo para se tornar decisivo. Escolhido para bater o penálti nos descontos, mostrou segurança e marcou o golo que valeu os três pontos ao Gil Vicente. Apesar da curta presença em campo, terminou como a figura de uma vitória importante para a equipa visitante.

O lance nasceu de uma disputa de bola entre Kaba e Gilberto Batista. O avançado gilista tentava adiantar-se ao defesa e avançar para a baliza de André Ferreira quando Maracás procurou interromper a sua progressão. O defesa chegou atrasado e um ligeiro contacto entre os joelhos dos dois jogadores bastou para fazer cair Kaba dentro da área.

O árbitro assinalou prontamente a grande penalidade, sem hesitar. Os cónegos ainda esperaram que a intervenção do VAR pudesse levar à alteração da decisão, mas a análise confirmou o entendimento inicial. A intervenção de Maracás acabou, assim, por determinar o desfecho da partida quando faltava muito pouco para o apito final.

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