Moreirense vence Estoril por 3-1 com três golos em 15 minutos

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Moreirense vence Estoril por 3-1 com três golos em 15 minutos

O Estoril começou por desenhar uma boa exibição, mas foi o Moreirense quem deu melhor acabamento ao jogo. Três golos em apenas 15 minutos deitaram por terra as ambições da equipa de Sérgio Raimundo.

Depois do intervalo, os canarinhos perderam criatividade, talvez pela menor solicitação de Rafik Guitane à direita. O Moreirense administrou bem a vantagem de três golos e deixou o Estoril numa situação ainda mais complicada na Liga.

Frente a frente estavam duas realidades diferentes: de um lado, a necessidade de ganhar; do outro, a vontade de vencer. O Estoril perseguia os primeiros três pontos da temporada, enquanto o Moreirense pretendia chegar mais perto da zona intermédia da classificação.

A formação de Sérgio Raimundo apresentou-se inicialmente com maior personalidade, dominando a posse e impedindo o adversário de se lançar no ataque. Porém, a primeira chegada perigosa do Moreirense à baliza de Joel Robles acabou em golo. Um erro difícil de explicar deixou Vonic rematar à figura do guarda-redes e Manuel Mendonça aproveitou a recarga para fazer o 1-0.

A boa entrada dos anfitriões desmoronou-se em dois minutos. Perante a passividade da defesa canarinha, Tiago Andrade aproveitou a oportunidade: não conseguiu à primeira tentativa, mas à segunda colocou a bola no fundo da baliza. Novo golpe nas expectativas do Estoril.

Ainda assim, os dois golos não retiraram de imediato força ao ataque estorilista. João Carvalho esteve perto de marcar pouco depois, travado por uma intervenção atenta de André Ferreira. Quando parecia possível uma resposta dos canarinhos, Nile John contrariou essa perspetiva com um momento de grande qualidade.

Na cobrança de um livre, o número 23 do Moreirense colocou a bola junto ao poste direito de Joel Robles. O guarda-redes espanhol não teve hipótese de impedir o 3-0 e, no Vale da Amoreira, começava a desenhar-se a possibilidade de uma goleada.

A resposta do Estoril surgiu através de dois dos seus jogadores mais influentes. Holsgrove e Guitane ameaçaram o golo e devolveram algum entusiasmo às bancadas nos últimos minutos da primeira parte. Ao intervalo, o resultado traduzia a diferença de eficácia entre as equipas.

Houve duas alterações para a segunda parte, mas o cenário dentro de campo pouco mudou. O Estoril continuou com grandes dificuldades para travar os jogadores mais adiantados do Moreirense e recorreu pouco a Rafik Guitane no flanco direito, uma solução que tinha produzido bons resultados antes do descanso.

Ficou também um episódio caricato protagonizado por Ferro, que esteve muito perto de marcar o golo da tarde, talvez até da época. Um lance com aparência de cruzamento quase surpreendeu André Ferreira e terminou no fundo da baliza.

A margem no marcador permitiu ao Moreirense jogar com bastante mais tranquilidade, favorecido também pela menor capacidade do Estoril para construir situações de verdadeiro perigo. Ainda assim, Peixinho conseguiu deixar a sua marca, reduzindo a desvantagem dos canarinhos já no tempo de compensação.

As contas do Estoril, que já eram difíceis, ficaram ainda mais complicadas neste domingo, com a sétima derrota nesta edição da Liga. O Moreirense passou a somar 11 pontos e subiu à zona intermédia da tabela.

Tiago Andrade foi desconcertante. Ao golo, inteiramente merecido, o jovem avançado do Moreirense juntou uma exibição de grande nível. Muito forte nos duelos individuais, destacou-se pelas sucessivas combinações com Manuel Mendonça, até à substituição deste. Quase todo o futebol ofensivo dos cónegos passou pelos pés do jogador contratado ao FC Porto.

Nile John protagonizou um momento de execução fantástica no golo que colocou o Moreirense a vencer por 3-0, ainda antes da meia-hora na Amoreira. O lance trouxe a equipa de Sérgio Raimundo de volta à realidade: tinha começado melhor, mas não mostrava a eficácia do adversário.

Manuel Mendonça acompanhou Tiago Andrade entre os principais destaques do Moreirense, especialmente na primeira parte. Marcou aos 13 minutos, num lance infeliz da defesa do Estoril, mas em que o camisola sete teve todo o mérito. Ligou-se repetidamente aos companheiros de ataque e criou muitos problemas ao adversário. Acabou por ser substituído na sequência de uma jogada em que demorou a rematar à baliza.

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