Mourinho afasta «prova do algodão»: «O Real Madrid com Mourinho ganha títulos»
José Mourinho, treinador do Real Madrid, afastou a existência de favoritos para o encontro com o Barcelona, agendado para domingo, às 20h00, e que constitui o principal destaque da décima jornada da liga espanhola.
«Estamos em boa forma, a marcar golos», afirmou o técnico português, defendendo que, pela experiência acumulada em clássicos e dérbis, o percurso das equipas até ao encontro pouco significa na discussão sobre favoritismo. Questionado sobre se este seria um teste decisivo, uma «prova do algodão» para si, recusou essa leitura.
«Não é, o Real Madrid com Mourinho ganha títulos», respondeu Mourinho. O treinador foi depois confrontado com o reconhecimento que reclamou para a equipa após a partida com o Sevilha e com a possibilidade de não lhe estar a ser atribuído o mérito suficiente.
O português explicou que apenas pretende elogios para os jogadores quando a equipa joga bem e críticas dirigidas ao treinador quando as exibições são menos conseguidas. Considerou ser essa a realidade de todos os técnicos: há partidas ganhas pelos futebolistas e outras perdidas pelos treinadores. Lembrou ainda que se disputam pelo menos dois clássicos por temporada e que o essencial é a avaliação global, embora tenha sublinhado o caráter especial deste encontro. «Existem outros jogos importantes, mas este é único. O mundo para e vê», afirmou.
A escolha da equipa de arbitragem também foi abordada na conferência de imprensa. Juan Martínez Munuera dirigirá o «El Clásico», e Mourinho assegurou que o nome do árbitro «nunca» o «incomodou». O técnico disse partir do princípio de que se trata de um bom árbitro e explicou que o que lhe causa algum incómodo é o incumprimento das regras, ressalvando que isso ainda não aconteceu. Acrescentou que um nome começou a circular há três semanas e que entretanto surgiu outro, sem que ninguém internamente lhe tivesse comunicado quem iria apitar o encontro.
Mourinho afastou igualmente a preparação de uma estratégia específica para Lamine Yamal, salientando que «todos» os futebolistas do Barcelona «são muito bons». Comparou a qualidade do plantel adversário à do Real Madrid, dizendo não ter encontrado um único jogador que não fosse muito bom, e reconheceu o valor de Yamal. Ainda assim, distinguiu o respeito pelo adversário de uma alteração dos planos ou do abandono da identidade da equipa. «Não faremos isso. Nem com ele, nem com nenhum outro adversário de alta qualidade», vincou.
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