Pjanic pede despedida à altura de Ronaldo e elogia a sua força mental
Miralem Pjanic juntou-se aos antigos colegas de Cristiano Ronaldo que comentaram a polémica em torno do capitão português, após a sua saída do estágio da Seleção Nacional antes do jogo frente à Dinamarca.
O antigo internacional da Bósnia, que jogou com Ronaldo na Juventus, mostrou tristeza pelo sucedido e não quis responsabilizar apenas o avançado ou Jorge Jesus.
«Para todos nós que amamos o futebol, é um pouco triste ver o que se está a passar. Não se pode culpar nem o treinador nem o jogador», disse Pjanic no Festival dello Sport, realizado em Trento.
Conhecedor da personalidade de Cristiano, o antigo médio sublinhou o espírito competitivo do português, que, aos 41 anos, mantém a convicção de estar pronto para entrar em campo em qualquer altura.
«É claro que conheço o Cristiano. É uma pessoa muito competitiva. Não pensa em termos de idade, pensa apenas em função daquilo que sente. E considera-se sempre um jogador que está preparado para jogar a todo o momento», explicou.
«Se calhar não é isso que o treinador pensa e temos de respeitar. Não diria que a culpa é de um ou de outro», prosseguiu, salientando que a opção do selecionador também deve ser respeitada.
Numa fase em que o adeus de Ronaldo à Seleção tem alimentado a discussão, Pjanic expressou igualmente o que espera para o futuro do capitão português.
«O que todos esperamos e queremos é que o Cris tenha a despedida que merece, como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Por isso, espero que todos encontrem uma solução», declarou o bósnio. O desejo é que a despedida corresponda ao legado deixado por Ronaldo ao serviço de Portugal.
Ao longo da carreira, Pjanic não teve apenas Cristiano como companheiro entre as grandes figuras do futebol mundial. Também jogou ao lado de Lionel Messi no Barcelona. Durante o festival, foi convidado a escolher um dos dois e deu preferência ao argentino.
«Na minha carreira, joguei com muitos fenómenos, com Messi e CR7 acima de todos. Quem escolho entre esses dois extraterrestres? Digo o Leo. A classe dele é algo que não se consegue explicar. É um homem com um dom de Deus. Fazia parecer fáceis as coisas difíceis, impressionante», afirmou, justificando a opção.
A escolha de Messi não impediu o antigo médio de enaltecer Ronaldo, destacando tanto a facilidade em marcar como a mentalidade com que encara a competição.
«O Cristiano também é especial, atenção... com ele, começávamos sempre a ganhar por 1-0. É obcecado pelo golo. Tem uma força mental que devia ser ensinada nas escolas. A história dele é uma ode a nunca desistir e a querer sempre mais.»
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