Rui Borges aponta Quaresma à Seleção e elogia maturidade do central
Eduardo Quaresma correspondeu à chamada ao onze diante do Galatasaray com uma exibição de elevado nível. Rui Borges esclareceu que as ocasiões em que o defesa-central fica fora das escolhas iniciais não resultam de falta de qualidade, mas das características dos adversários e da estratégia definida para cada encontro. O treinador do Sporting deixou ainda elogios ao jogador, a quem reconhece condições para representar a Seleção Nacional e por quem revelou uma admiração particular.
Na explicação das suas escolhas, Borges sublinhou que lhe compete decidir e que a utilização de Quaresma não depende de uma sequência de jogos. Considerou que o central evoluiu em relação ao passado e lembrou que nenhum dos quatro defesas da posição tem a titularidade garantida. Para o técnico, escolher dois significa deixar de fora outros dois jogadores de grande qualidade, todos com características distintas. Quaresma, Zeno, Inácio e Ba oferecem soluções diferentes à equipa, pelo que são sobretudo as estratégias de jogo a determinar as opções. A propósito de Inácio, observou que não entrou tão bem na partida, mas foi melhorando e completou uma grande segunda parte.
Borges explicou também o que aconteceu a Eduardo Quaresma durante o encontro. O defesa bebeu um isotónico ao intervalo que lhe provocou má disposição. Ainda assim, realizou uma grande segunda parte e acabou por ser substituído apenas devido ao cansaço.
Quanto à possibilidade de chegar à Seleção Nacional, o treinador mostrou-se sem dúvidas sobre o potencial do central. Recordou que Quaresma começou os primeiros jogos do campeonato, com boas exibições, e que depois saiu do onze exclusivamente por opção estratégica, não por qualquer questão relacionada com a sua qualidade. Além da avaliação profissional, assumiu ser um grande admirador do jogador, algo que o próprio sabe, e descreveu-o como um amigo especial e diferente. Destacou ainda a maior maturidade do defesa, considerando que, quando consolidar essa evolução, será claramente um jogador de seleção.
O técnico referiu ainda a situação de um jogador cuja utilização esteve em dúvida por motivos de gestão física. Explicou que vinha de uma lesão prolongada e que a sobrecarga de três jogos em nove dias poderia não ser a decisão mais indicada. Acrescentou que, independentemente dessa questão, o jogador adoecera na véspera e nem sequer treinara, mas ainda assim compareceu para o encontro e acabou por entrar.
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