Rui Borges assume-se como solução e encara as críticas como parte do trabalho
Rui Borges abordou vários aspetos táticos do Sporting na conferência de imprensa de antevisão à receção ao Académico de Viseu, marcada para domingo, às 20h30, na nona jornada da Liga Portuguesa. O treinador analisou o que correu mal diante do LASK, falou das dificuldades da equipa e explicou como encara as críticas.
Questionado sobre as conclusões retiradas do encontro com o LASK e a preparação para enfrentar um adversário que já tirou pontos ao Benfica, o técnico sublinhou que são partidas com características distintas. Segundo explicou, os jogadores compreenderam aquilo que não conseguiram fazer frente ao LASK e perceberam o que poderia ter sido executado de outra maneira para alcançar um resultado diferente.
Borges reiterou que o Sporting tinha a obrigação de produzir muito mais, sem deixar de reconhecer a qualidade do adversário, que considerou ter realizado uma excelente exibição do ponto de vista tático. Acrescentou que foram identificadas as causas das dificuldades e os aspetos a corrigir, tanto individualmente como no plano coletivo, para evitar que a situação se repita.
Quanto ao Académico de Viseu, destacou que se trata de uma equipa com outras dinâmicas, o que exige comportamentos diferentes sem abandonar a ideia de jogo do Sporting. Por isso, garantiu que a atenção está sobretudo naquilo que os leões precisam de fazer neste encontro, de acordo com a estratégia definida e as ações individuais e coletivas previstas.
Sobre a possibilidade de Kaique voltar a ser titular, o treinador não revelou a escolha. Limitou-se a dizer que se trata de uma opção técnica e que será necessário esperar por amanhã para conhecer quem joga.
Confrontado com as referências às dores de crescimento e à falta de energia neste início de época, Rui Borges voltou a defender que cada jogo tem a sua história. Na sua avaliação, o único período em que o Sporting esteve claramente abaixo do nível exigido foi a segunda parte frente ao Vitória, que classificou como má.
O técnico assegurou que tomou sempre as decisões que considerava mais adequadas em cada momento, embora admita que, olhando agora para trás, talvez alterasse algumas coisas. Distinguiu o que aconteceu com o Famalicão dos momentos individuais registados diante do Estrela e lembrou que o corpo nem sempre corresponde àquilo que se pretende mentalmente.
Nesse sentido, reconheceu que, quando há menos energia, por vezes falta maturidade para agir com maior inteligência. Ressalvou, contudo, que isso não serve de justificação: o objetivo continua a ser fazer o melhor possível, vencer e obter o máximo rendimento de todos.
A diferença entre os golos sofridos em casa e fora, nove contra quatro, também foi abordada, numa pergunta sobre se o treinador se considera uma solução ou um problema. Borges afirmou sentir-se sempre uma solução e enquadrou a crítica como uma componente do seu trabalho, presente desde o primeiro dia no clube. Disse que a aceita e compreende, desde que seja feita com respeito.
O treinador admitiu ainda que a equipa tem consentido mais golos do que pretendia. Garantiu que o problema está identificado e que existe uma procura constante de melhoria, individual e coletiva, tendo em conta as características dos jogadores.
Entre os fatores referidos estiveram a falta de maturidade em determinados momentos, os erros e a maior exposição a contra-ataques ou ataques rápidos, associada à intenção de manter a posse de bola e pressionar o adversário. Borges insistiu que o caminho passa por trabalhar sobre essas dificuldades, já reconhecidas, para melhorar a resposta de cada jogador e do conjunto.
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