Rui Borges compara evolução do Sporting à passagem de um Peugeot para um Mercedes
Rui Borges voltou à comparação com automóveis que tinha utilizado na época passada, antes da partida com o Arsenal. Na antevisão do encontro com o Lens, o treinador considerou que o Sporting passou de um Peugeot para um Mercedes nesta temporada.
O técnico reiterou que o campeonato é a sua prioridade, lembrando que é necessário terminar como campeão ou vice-campeão para garantir a presença na Liga dos Campeões. Nesse sentido, entende que a pergunta confirma a ideia que sempre defendeu sobre a importância da prova nacional. Ainda assim, sublinhou que a equipa se concentra no compromisso seguinte, abordando cada partida com vontade de competir. Borges salientou que o Sporting e o seu grupo jovem partilham essa ambição, embora os jogadores também encarem a participação na Champions como a concretização de um sonho. Independentemente de quem for escolhido para jogar, assegurou que a intenção para o dia seguinte será competir ao máximo, reconhecendo as dificuldades esperadas frente a um bom adversário.
Na avaliação do treinador, o Sporting tornou-se uma presença regular na Liga dos Campeões e, sendo um grande clube, já pode ser comparado a um Mercedes, mesmo que ainda não seja um modelo de topo. Borges considera que a equipa conquistou reconhecimento e é vista com respeito pela qualidade do percurso que tem feito ao longo dos anos. Destacou que essa evolução não se limita à temporada passada, resultando antes de um crescimento contínuo do clube nesta competição. Admitiu que a Champions apresenta um elevado grau de dificuldade, por reunir os melhores da Europa e até do mundo, mas reforçou que é nesse patamar que o Sporting quer estar. Uma vez assegurada essa presença, explicou que o objetivo passa por competir com a identidade da equipa e valorizar ao máximo o país, o clube, os sócios, os adeptos e o próprio grupo, que considera ter trabalhado para merecer um lugar entre os melhores.
Borges desvalorizou ainda as interpretações feitas sobre as suas palavras, sustentando que se limitou a constatar um facto. Afirmou que poderia realçar o próprio trabalho e construir leituras positivas, das quais entende existirem muitas, mas lamentou que se procure sempre uma pequena narrativa negativa em torno do Sporting e da equipa técnica. Apresentando-se como alguém honesto, simples e direto, disse não dar importância a isso nem entrar em jogos que, na sua perspetiva, alguns dos que estão do outro lado poderiam desejar. Invocou as suas origens simples e a ideia de que meia palavra basta a quem percebe.
Sobre a intervenção em Braga, classificou-a como um discurso normal de um treinador, explicando que a intensidade da voz pode ser mais agressiva ou mais moderada consoante o momento e aquilo que sente. Garantiu não estar preocupado com a aprovação dos outros, por ter sido fiel a si próprio. Acima de tudo, espera que os jogadores compreendam o que lhes transmite, qualquer que seja a forma de o fazer, e que a sua simplicidade os ajude a melhorar. Para Borges, essa é a prioridade; tudo o resto é ruído.
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