Rui Borges destaca atitude do Sporting e acredita em grandes jogos

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Rui Borges destaca atitude do Sporting e acredita em grandes jogos

Rui Borges, treinador do Sporting, analisou na entrevista rápida à Sport TV a vitória por 3-1 frente ao Sp. Braga, na oitava jornada da Liga, destacando a entrega dos jogadores e a resposta da equipa durante o encontro.

Sobre os festejos, o técnico explicou que não foram diferentes dos habituais, lembrando que sempre celebrou com os seus jogadores. Reconheceu, ainda assim, que estes estavam mais emocionados e que acabou por acompanhar essa intensidade. Acima de tudo, mostrou-se satisfeito com o triunfo e com a atitude competitiva de todos, tanto dos que começaram a partida como dos que foram lançados depois, salientando a importância do contributo de cada um.

Na análise ao encontro, considerou que houve equilíbrio, sobretudo na primeira parte. Na sua leitura, o Sp. Braga foi feliz no único remate que fez à baliza do Sporting, convertendo-o em golo, enquanto os leões procuraram sempre responder. Admitiu que, em determinados momentos, a equipa poderia ter pressionado mais à frente, como pretendia, mas sublinhou a coragem demonstrada na tentativa de acompanhar os adversários homem a homem.

Borges explicou que o Sporting estava preparado para encontrar um Sp. Braga com muita mobilidade e constantes trocas de posição. Por isso, seria necessário responder física e mentalmente a esse desafio e à exigência que colocaria ao jogo. A intenção passava por impedir os bracarenses de se instalarem no seu futebol de posse, que, mesmo quando menos objetivo, pode baixar a intensidade do adversário. Segundo o treinador, os leões conseguiram manter essa pressão alta em alguns períodos, mas, quando recuaram, permitiram que o Sp. Braga voltasse a aproximar-se da sua baliza e marcasse na única finalização que teve.

O treinador considerou, por isso, injusto o resultado ao intervalo, tendo também em conta as situações em que o Sporting chegou perto da baliza contrária com possibilidades de finalizar e marcar. Já no início da segunda parte, reconheceu que a equipa não esteve bem nos primeiros cinco minutos, período em que o Sp. Braga protagonizou duas aproximações perigosas. A partir daí, entendeu que os leões foram superiores, mais intensos e competitivos. A equipa elevou a exigência e a capacidade física para acompanhar as referências adversárias e evitar posses prolongadas dos bracarenses. Recuperou muitas bolas e, graças à qualidade individual e coletiva, conseguiu chegar à vitória.

Quanto à utilização de Suárez, o técnico esclareceu que não tinha sido definido previamente um número de minutos. O jogador apresentou-se diretamente no estágio e não treinou, tal como Rodrigo e Maxi. A equipa técnica sabia que os três não estavam nas melhores condições e o assunto foi discutido entre todos. Borges salientou que conversa bastante com os jogadores e procura compreender como se sentem. Quem começasse o encontro teria de estar a 100 por cento para responder ao limite da exigência da partida. Na sua avaliação, o espírito do grupo ajudou a que a estratégia resultasse.

O responsável leonino reconheceu que se trata de jogadores diferentes e diferenciados, cuja presença aumenta a qualidade coletiva e individual. Ainda assim, reforçou a confiança em todos os elementos do plantel, incluindo os que chegaram e aguardam oportunidades. Cada um, com as suas características, poderia ajudar a equipa a 100 por cento, que era o essencial. Sublinhou também que todos são tratados da mesma forma, merecem oportunidades e têm de saber aproveitá-las. Perante o espírito de equipa e a exigência daquele encontro, explicou que os jogadores em causa não estavam preparados para integrar o onze inicial.

Questionado sobre os golos sofridos nos minutos finais, Borges respondeu que seria necessário encontrar outras narrativas, por considerar que essa já não se aplicava. Disse acreditar que surgiriam outras, mas garantiu que esse não é o seu foco. A prioridade é ser melhor, dar o máximo pelo Sporting e procurar vencer todos os jogos, sabendo que haverá ocasiões em que isso será possível e outras em que, infelizmente, não acontecerá. Afirmou conhecer bem o nível de exigência do clube e fazer tudo o que está ao seu alcance para que a equipa seja superior aos adversários.

Nesse sentido, voltou a mostrar satisfação por uma vitória que considerou importante, alcançada numa deslocação difícil e diante de uma grande equipa. O passo seguinte, adiantou, seria recuperar o máximo possível e começar a preparar o compromisso da Liga dos Campeões.

O treinador reforçou ainda que a sua preocupação está naquilo que a equipa pode fazer e controlar: os próprios jogos e as semanas de trabalho. Garantiu que o grupo se mantém concentrado nesse objetivo, deixando a avaliação para o final. Recordou que, como já tinha dito na época passada, o Sporting não foi capaz e o FC Porto revelou maior capacidade. Para esta temporada, manteve a mesma ideia: só no fim será possível perceber o que a equipa conseguiu fazer.

Borges admitiu que o Sporting já deixou escapar pontos que não queria nem devia ter perdido, assumindo essa responsabilidade perante a exigência do clube e a sua própria exigência individual. Defendeu que é necessário recuperar o terreno perdido, mas mostrou-se convicto de que, com o espírito e a atitude competitiva apresentados, a equipa irá realizar grandes jogos.

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