Rui Borges: estratégia explica menor espaço de Flávio Gonçalves no onze

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Rui Borges: estratégia explica menor espaço de Flávio Gonçalves no onze

Rui Borges, treinador do Sporting, falou em conferência de imprensa de antevisão à receção ao Académico de Viseu, referente à nona jornada da Liga Portuguesa, marcada para domingo, às 20h30. As perguntas sobre as opções táticas da equipa dominaram a conversa com os jornalistas.

Questionado sobre a falta de energia diante do LASK, apesar de ter disposto de uma semana limpa, e sobre a possibilidade de ter antecipado as substituições, o técnico começou por responder que teria de retirar os 11 jogadores. Explicou depois que a referência à falta de energia não constitui uma justificação para aquilo que a equipa não conseguiu fazer.

Na avaliação de Rui Borges, o Sporting podia e tinha a obrigação de apresentar mais, como já havia reconhecido no final da partida. O treinador considerou que era exigível alcançar outro resultado, mesmo tendo em conta a estratégia bem conseguida do adversário e a qualidade demonstrada na organização defensiva.

O técnico apontou para uma acumulação de fatores que terá escapado um pouco ao habitual, mas sublinhou que o problema foi coletivo, não estando relacionado com desempenhos individuais ou com as substituições. Admitiu que poderia ter mexido mais cedo, mas também mais tarde, lembrando que já viu grandes treinadores, entre os quais Guardiola, fazer apenas uma alteração e não vencer. Para Rui Borges, trata-se de opções.

A propósito de Flávio Gonçalves e do que lhe falta para regressar ao onze inicial, o treinador assegurou que o jogador não perdeu qualquer qualidade técnica ou tática. A menor utilização esteve sobretudo ligada à estratégia, às características dos futebolistas e às exigências individuais e coletivas dos jogos e dos adversários.

Ao detalhar o plano para esta partida, Rui Borges explicou que Sergi recuava para formar uma linha de cinco, enquanto Geny permanecia por fora. Ao contrário do que acontecia anteriormente com Geny, já não era um médio a baixar ao corredor. Neste modelo, eram necessários dois médios para compor a estrutura de 5x2x3.

Segundo o treinador, Flávio não apresenta propriamente as características de médio que a equipa técnica considerava necessárias para responder àquelas exigências. Sendo um jogador criativo, um número 10 ofensivo, acabou por ter menos espaço perante a necessidade de assegurar o equilíbrio no 5x2x3 e a intensidade nos duelos.

Rui Borges reforçou que essa decisão resultou da estratégia de jogo, e não daquilo que Flávio tem ou não tem feito. Garantiu que o jogador continua a trabalhar no máximo, mantém as suas qualidades e merece grande confiança da equipa técnica, atribuindo as escolhas ao plano definido para estes três jogos.

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