Rui Borges pede competitividade coletiva e não confirma titularidade de Ibrahima Ba
Rui Borges antecipa uma partida fisicamente exigente diante do Lens, esta terça-feira, mas deixou por esclarecer se Ibrahima Ba será titular, face à lesão de Debast, no segundo encontro do Sporting na Liga dos Campeões.
Para o treinador, a exigência física do adversário não está relacionada com a força ou a altura dos jogadores, mas com a intensidade que cada elemento do Lens coloca em campo. Descreveu a equipa como muito intensa e competitiva e sublinhou que o Sporting terá de responder coletivamente a essas características, sem concentrar essa responsabilidade apenas em Ba.
Borges afastou a ideia de que o jogador seja uma solução individual para todas as necessidades competitivas dos leões. Nesse sentido, apontou o encontro com o Braga como um bom exemplo da resposta necessária: a equipa teve de elevar os seus índices de competitividade, conseguiu melhorar e acabou por vencer precisamente por essa evolução.
O técnico espera agora um desafio com algumas semelhanças com o que encontrou frente aos bracarenses, que voltará a exigir muito dos jogadores em termos físicos. Destacou a intensidade do Lens em todos os setores, desde a defesa ao ataque, e salientou que o conjunto dispõe de uma linha defensiva rápida e também muito intensa.
Na análise ao adversário, chamou ainda a atenção para os dois laterais, ou alas, pela intensidade e verticalidade, pelo peso que têm no processo ofensivo e pela capacidade de recuperar posições para defender. Essas características, explicou, obrigarão o Sporting a acompanhar um ritmo de jogo elevado. Apesar do desgaste individual provocado pelo encontro anterior, Borges considera que a equipa terá de apresentar um nível igual ou superior ao que mostrou.
Sobre Rui Silva, o treinador não garantiu a presença do guarda-redes no onze e frisou que todos os jogadores podem ser titulares ou ficar de fora. Rejeitou, porém, que a discussão deva centrar-se apenas no guardião, lembrando que um golo sofrido não pode ser atribuído exclusivamente ao último homem que o adversário tem de ultrapassar para marcar.
Borges reforçou que, quando o Sporting sofre um golo, a responsabilidade pertence a todos, cabendo a principal ao treinador. Assim, explicou que as decisões não passam por individualizar culpas, mas por avaliar o rendimento coletivo e escolher, para o encontro desta terça-feira, o onze que a equipa técnica considerar mais adequado.
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