Rui Borges vê Sporting a crescer, mas ainda distante do que pretende em todos os momentos
Rui Borges mostrou-se agradado com a evolução do Sporting ao longo do encontro frente ao Galatasaray, salientando a personalidade revelada pela equipa após sofrer o primeiro golo. O técnico entende que os leões estão a melhorar de partida para partida e aponta o espírito do grupo como uma das suas principais qualidades.
Na análise à exibição e à aplicação das suas ideias, o treinador explicou que trabalha semanalmente todos os momentos do jogo. Por isso, não considera adequado dizer que a equipa está muito bem ofensivamente e precisa apenas de corrigir a defesa, ou fazer a leitura contrária. Na sua perspetiva, o Sporting continua distante daquilo que pretende em qualquer fase do jogo, apesar dos sinais de progresso que tem identificado.
Sobre as transições, Rui Borges referiu que a ofensiva depende bastante da qualidade individual disponível. Já na transição defensiva, destacou a boa capacidade de reação dos jogadores à perda da bola. Quanto à organização defensiva e ofensiva, descreveu um processo de evolução permanente, no qual encontra melhorias claras nos dois planos. Acrescentou que a equipa está a crescer e a trabalhar em harmonia.
O treinador abordou também as dificuldades que as interrupções para os compromissos das seleções colocam ao trabalho nos clubes. Questionou com que jogadores poderia trabalhar, lembrando que quase todos seguem para as respetivas seleções. Nem a possibilidade de recorrer aos sub-19 e aos sub-21 resolve o problema, pelo que considera que essas paragens pouco acrescentam à preparação da equipa.
Rui Borges admitiu que esses períodos permitem dar descanso a alguns atletas com muitos minutos, mas sublinhou que fica com apenas três ou quatro jogadores, e não com mais de 15. Ainda assim, afirmou sentir satisfação pelas convocatórias, por entender que os futebolistas as merecem e têm trabalhado para isso. Mostrou-se particularmente favorável à possibilidade de surgirem primeiras chamadas às seleções, algo que o deixaria feliz.
A continuidade do crescimento passa, na sua opinião, pela confiança que os jogadores mantêm no trabalho desenvolvido. O técnico salientou a importância das vitórias, lembrando como é difícil preservar a vontade de ganhar nesta competição. Explicou ainda que os resultados positivos podem facilitar a intervenção da equipa técnica, tornando mais simples chamar a atenção dos atletas para os aspetos que precisam de ser corrigidos.
Segundo Rui Borges, quando a equipa vence, os jogadores poderão aceitar melhor tanto o erro como a correção. Por oposição, uma chamada de atenção quando os resultados não aparecem pode ser recebida de outra forma. O objetivo, reforçou, continua a ser procurar melhorar em permanência, independentemente do resultado de cada encontro.
O treinador associou a tranquilidade ao crescimento natural de uma equipa jovem, distinguindo o processo de aprendizagem da expressão que as vitórias lhe dão nos jogos. Reconheceu que o Sporting não foi tão forte nos primeiros encontros, mas manifestou confiança na capacidade de evolução do grupo. Admitiu igualmente que, mais adiante, poderá surgir uma partida menos conseguida, sem que isso invalide o progresso que espera da equipa.
Além da evolução coletiva, Rui Borges destacou o crescimento individual dos jogadores e as diferentes ligações que estão a construir dentro de campo. Lembrou que a assimilação das ideias transmitidas exige tempo, mesmo com o trabalho realizado nos treinos. A serenidade com que acompanha esse processo resulta também da relação entre os atletas: gostam uns dos outros, reconhecem-se, respeitam-se e trabalham muito diariamente.
Por tudo o que o grupo faz para melhorar, o técnico disse sentir-se tranquilo e feliz com os jogadores que orienta. Voltou a realçar o espírito da equipa e a serenidade demonstrada numa competição como a Liga dos Campeões, onde considera que os futebolistas estão a jogar com grande tranquilidade.
Como exemplo, apontou Silas, que se estreou na Champions e entrou em campo com muita personalidade. Rui Borges lembrou que o jogador vinha de um campeonato bastante diferente do português, com uma exigência também distinta, e elogiou a calma com que respondeu. Atribuiu esse comportamento ao mérito dos próprios jogadores e à confiança que recebem de quem os lidera e da equipa técnica. Acrescentou que lhes cabe ouvir e procurar executar, garantindo que assume os erros que possam cometer, sem qualquer problema.
Por fim, o treinador sublinhou a importância de começar bem a Liga dos Campeões com um grupo que inclui muitos jogadores perante a possibilidade de disputar a prova pela primeira vez. Valorizou o facto de jogar em casa e a energia positiva transmitida pelos adeptos, considerando fundamental somar vitórias numa competição desta dimensão. Recordou que cada ponto e cada golo entram nas contas finais e mostrou-se muito satisfeito por arrancar com um triunfo em casa, dando continuidade ao que o Sporting tinha conseguido até então.
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