Rui Jorge lamenta saída dos sub-21: «Proença não é uma pessoa de bem»
Rui Jorge orientou a seleção de sub-21 durante 14 anos, numa ligação que chegou ao fim em julho do ano passado, quando foi substituído por Luís Freire.
O antigo internacional português, que representou clubes como Sporting e FC Porto, entende que a sua saída merecia «outro respeito». Critica ainda uma atitude de «baixo valor humano», que considera não dignificar a Federação Portuguesa de Futebol.
«Nem sei se me agradeceram em comunicado. O que eu sei é que acho que deveria ter saído de outra maneira, com outro respeito. Acho que foi, não só desonesto da forma como o fizeram, como também de baixo valor. De baixo valor humano, de baixo valor profissional. Isso é uma coisa que me deixa alguma mágoa», afirma.
«Não sou responsável pela atitude das outras pessoas, mas acho que efetivamente foi um momento feio e que não dignifica a FPF. Nada posso fazer em relação a isso. Eu tenho consciência que fiz as coisas como deveriam ser feitas, mas tenho plena consciência de que se estivesse do outro lado não faria da mesma forma», acrescenta.
Sobre a conduta de Pedro Proença neste processo, Rui Jorge considera que não correspondeu à de uma «pessoa de bem», destacando o facto de o presidente não lhe ter dirigido «uma palavra» na despedida dos sub-21.
«São muitos anos ligados à nossa seleção e não é, para mim, admissível que, quando se vai embora, o presidente não tenha uma palavra connosco. Além de não ser feito de uma forma clara, não é admissível. Não é de uma pessoa de bem. E isso deixou-me obviamente triste», reforça.
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