Rui Rodrigues pede estabilidade no Vitória e admite sentir a frustração dos adeptos

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Rui Rodrigues pede estabilidade no Vitória e admite sentir a frustração dos adeptos

Rui Rodrigues, presidente do Vitória de Guimarães, reconheceu que o clube necessita de tempo para alcançar consistência e estabilidade. O dirigente considera que a pausa internacional será positiva para a formação orientada por Tiago Margarido, atualmente no 14.º posto, com cinco pontos.

Em declarações aos jornalistas à margem da conferência Portugal Football Summit, o responsável defendeu que o trabalho realizado diariamente tem sido muito bom e suficiente para justificar uma posição superior na tabela. Ainda assim, salientou que, perante as dificuldades em fazer a bola entrar, a resposta passa por trabalhar mais.

Embora o início do campeonato tenha ficado aquém das expectativas, o presidente minhoto reafirmou a confiança em Tiago Margarido e mostrou-se convicto de que a equipa irá «regressar mais forte».

Na análise do dirigente, não há novas ideias a introduzir: o treinador tem as suas e está a aplicá-las desde o arranque da temporada. Por isso, considera que esta interrupção será particularmente importante para integrar jogadores e preparar melhor o grupo, atendendo aos prazos de constituição do plantel. Recordou, nesse contexto, que a entrada dos responsáveis aconteceu quase no início de julho e que alguns futebolistas chegaram mais tarde.

Rui Rodrigues sustentou também que os indicadores estatísticos revelam um desempenho positivo da equipa, embora esteja a faltar eficácia na finalização. Reiterou a confiança no processo em curso e insistiu que o Vitória precisa de estabilidade e consistência, objetivos que, no seu entender, exigem tempo. Alertou ainda para os riscos de tomar decisões em função do momento, argumentando que esse caminho impediria o clube de alcançar a continuidade pretendida.

Eleito presidente dos minhotos em 13 de julho deste ano, para cumprir um mandato até 2029, Rui Rodrigues admitiu igualmente que a falta de estabilidade tem marcado a vida do clube.

«Eu também sou adepto e, como tal, como todos os outros, também sinto a frustração», afirmou. O dirigente lembrou ser o quarto presidente do Vitória em sete anos e apontou essa sucessão como sinal de uma instabilidade que não produz resultados, algo que considera ser compreensível para todos.

Na parte final das declarações, o líder vitoriano deixou claro que não pretende desvalorizar o presente, mas rejeitou que a atuação do clube fique limitada àquilo que acontece «no momento».

Para Rui Rodrigues, é necessário alterar o paradigma e seguir um rumo diferente do passado recente, por entender que essa é a única maneira de voltar a ser um grande clube. Ressalvou que o Vitória já tem essa dimensão, mas precisa de lutar por objetivos à altura da sua história e dos sonhos dos seus adeptos. Terminou reforçando que os vitorianos sonham e acreditam na possibilidade de concretizar essas ambições.

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