Solbakken explica: Haaland só podia dar o contributo durante 60 e poucos minutos
Stale Solbakken, selecionador da Noruega, analisou na sala de imprensa do Estádio do Dragão a derrota por 2-1 frente a Portugal, na quarta jornada do grupo A4 da Liga das Nações. O técnico mostrou-se satisfeito com a prestação da equipa e explicou a gestão do tempo de utilização de Haaland.
Na análise à partida, Solbakken disse ter gostado da forma como os noruegueses jogaram na segunda parte, tal como acontecera na primeira, que considerou quase perfeita, com os jogadores a exibirem-se a excelente nível. Ressalvou, porém, que Berge, Odegaard e Haaland acusaram problemas físicos, o que retirou à seleção a energia que habitualmente apresenta depois do intervalo.
O selecionador apontou o golo do empate português como o único motivo de deceção. Na sua perspetiva, foi desnecessário permitir aquele golo numa altura em que a Noruega tinha a posse de bola, atribuindo o lance a uma questão de momento. Recordou também uma oportunidade de Haaland na segunda parte, em que a bola atravessou a baliza sem que o avançado conseguisse marcar.
Apesar do desfecho, Solbakken lembrou que ainda há dois jogos por disputar e que a equipa pode cumprir o seu papel. Considerou que a Noruega fez uma excelente partida, embora sem alcançar o resultado pretendido, e destacou as boas exibições de alguns jogadores e os aspetos positivos a retirar do encontro.
Quanto a Haaland, substituído aos 67 minutos, o treinador explicou que conversou com o avançado e com outros jogadores sobre a importância de a equipa ter energia. Ficou acordado que o goleador seria utilizado, mas que não poderia contribuir durante mais de 60 e poucos minutos. O jogador estava a par desse entendimento.
Solbakken elogiou a prestação do avançado na primeira parte e o trabalho que realizou, sublinhando que teve sempre dois defesas à sua volta. Essa vigilância representou um desafio para a seleção norueguesa e tornou a sua tarefa mais complicada.
O técnico admitiu que Haaland pudesse ter parecido cansado, mas realçou que fez 60 minutos de grande nível, depois de já ter cumprido 90 minutos no primeiro encontro com Portugal e nos outros dois jogos. Revelou ainda que ambos discutiram seriamente as alternativas, incluindo a possibilidade de o avançado atuar apenas nos últimos 45 minutos.
Haaland, contudo, considerou que essa opção não seria a ideal e teve sensações negativas em relação a essa hipótese. Por isso, Solbakken mostrou-se satisfeito por o jogador ter reunido forças para disputar os primeiros 60 minutos.
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