UEFA exige à FIFA documentos sobre a gestão de Infantino até 2 de novembro
A UEFA fixou um prazo de duas semanas, que termina a 2 de novembro, para a FIFA tornar públicos todos os documentos essenciais relativos à gestão de Gianni Infantino.
Na passada quinta-feira, o dirigente ítalo-suíço pediu desculpa ao Conselho da FIFA pelo projeto milionário de venda dos direitos do Mundial. Ficou, porém, por explicar de que forma foi preparada a proposta.
Numa carta de oito páginas dirigida à FIFA, à qual a BBC teve acesso, o secretário-geral da UEFA, Theodore Theodoridis, assinala que ficaram por abordar «várias questões fundamentais».
«Outros permanecem sem resposta, e as informações e documentos solicitados não foram fornecidos», lê-se no documento.
Para além dos pedidos de esclarecimento sobre os projetos de investimento privado no Mundial, através do FIFA Forward Enterprise (FFE), a carta questiona outras decisões. Entre elas estão a atribuição do Prémio da Paz a Donald Trump e a anulação do cartão vermelho mostrado ao avançado dos Estados Unidos Balogun durante o Mundial 2026.
«A retirada da FFE, o reconhecimento de erros e o anúncio de "potenciais reformas de gestão" não respondem a como as decisões relevantes foram tomadas ou por que o Conselho da FIFA não se envolveu na etapa apropriada», sustenta o organismo europeu.
«Qualquer recusa em divulgar informações ou documentos deve ser justificada individualmente, com uma explicação clara dos fundamentos específicos em que se baseiam. Estas perguntas precisam de respostas agora. Elas não podem ser adiadas até à próxima reunião do Conselho da FIFA – nem futuras reformas de gestão substituirão o escrutínio das decisões já tomadas e a responsabilização das mesmas.»
Apesar da exigência, a UEFA não indicou que medidas pretende adotar se a FIFA deixar passar o prazo sem cumprir o pedido.
O organismo responsável pelo futebol europeu tem dirigido fortes críticas à gestão de Infantino e opõe-se à sua recandidatura nas eleições de março.
Recentemente, a presidente da Federação Inglesa de Futebol e vice-presidente da FIFA, Debbie Hewitt, afirmou que, «se Infantino não responder a estas perguntas, não está apto para ser presidente da FIFA».
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