UNUM propõe 17 medidas para reformar a arbitragem no futebol português

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UNUM propõe 17 medidas para reformar a arbitragem no futebol português

O movimento benfiquista UNUM divulgou esta terça-feira, em Lisboa, 17 medidas para reformar a arbitragem no futebol profissional português. Organizadas em seis áreas, as propostas constam do relatório «O Apito e a Confiança», que será agora submetido a consulta pública antes de seguir para a direção do Benfica.

Uma das ideias centrais passa por criar uma estrutura autónoma de arbitragem, independente da FPF, dotada de direção, orçamento e instalações próprios.

O UNUM propõe igualmente um grupo de elite de árbitros inteiramente profissional, com contratos e remunerações estáveis. A criação de uma Escola Nacional de Arbitragem e a possibilidade de antigos jogadores de futebol fazerem parte das equipas de VAR são outras das medidas defendidas.

A tecnologia é também apontada como prioridade. O movimento quer introduzir o fora de jogo semiautomático na Liga, com um investimento estimado em seis milhões de euros, e propõe que os erros reconhecidos sejam comunicados em 24 horas. Defende ainda que os áudios e as imagens do VAR sejam divulgados entre 48 e 72 horas após os encontros e que as reclamações dos clubes tenham resposta antes da jornada seguinte.

O UNUM quer, além disso, que os critérios de nomeação dos árbitros sejam públicos e auditáveis e que estes tenham uma participação consultiva no sistema.

A consulta pública decorrerá entre 19 de outubro e 15 de novembro, com sessões nas Casas do Benfica e participação por meios digitais. Seguir-se-á a elaboração da versão final do documento, a entregar à direção do Benfica.

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