Vasco Seabra destaca ambição do Rio Ave e admite vantagem financeira na mudança
Vasco Seabra justificou a saída do Arouca para assumir o comando do Rio Ave, salientando que a mudança não se ficou a dever apenas às condições financeiras, mas também à elevada ambição do projeto. O treinador dos vilacondenses fez ainda a antevisão da receção ao Nacional, agendada para este domingo, às 15h30, que marcará a sua estreia à frente da equipa.
O técnico considerou que a confiança depositada em si constitui um motivo de responsabilidade e de motivação. Quanto ao montante gasto e aos valores envolvidos na transferência, entendeu que representam apenas o simbolismo do que aconteceu.
Seabra reconheceu que a mudança lhe trouxe vantagens financeiras, mas revelou que, quatro meses antes, tinha recebido uma proposta bastante superior à apresentada pelo Rio Ave.
Mais do que o dinheiro, explicou, pesou a convicção de que encontraria, num projeto que considera altamente ambicioso, espaço interno para liderar algo que lhe parece ser altamente sustentável.
A decisão representou, ainda assim, um momento especial e difícil. O treinador destacou os laços que mantinha no Arouca com os jogadores, o presidente, o diretor-geral e o staff. Na sua perspetiva, tinha sido construído algo verdadeiramente especial, pelo que não foi fácil abandonar um clube onde a ligação ao plantel era tão forte.
Segundo Seabra, a possibilidade de rumar a Vila do Conde surgiu e concretizou-se com grande rapidez. A abordagem da presidente e do investidor, bem como a convicção demonstrada na sua escolha para conduzir um projeto ambicioso e diferente, acabaram por ser determinantes.
Apesar de já viver muito perto de Vila do Conde, o treinador decidiu instalar-se na cidade para sentir de perto a sua realidade e as pessoas ligadas ao clube. O objetivo, vincou, é dar orgulho aos adeptos e a todos os que gostam do Rio Ave.
Sobre o plantel, desvalorizou a diversidade de nacionalidades face à importância das relações construídas entre os jogadores. Nesse domínio, assumiu que o grupo precisa de ser mais equipa, de sofrer mais em conjunto e de mostrar maior união e competitividade, princípios que considera indispensáveis.
Para o encontro com o Nacional, colocou a atitude acima de qualquer sistema tático, estrutura ou modelo de jogo. Seabra quer ver raça, competitividade, ambição para recuperar e ter a bola, além de vontade de ameaçar a baliza adversária.
O técnico reconheceu também o trabalho deixado por quem o antecedeu, desenvolvido ao longo de muitos jogos e com conquistas na temporada anterior. A intenção passa por, seguindo as suas próprias ideias, dar igualmente orgulho a quem deixou esse legado, valorizando-o e procurando melhorá-lo.
Por fim, rejeitou a ideia de uma crise altamente acentuada numa altura em que a equipa soma quatro pontos à sétima jornada, considerando essa leitura absolutamente irreal. Garantiu, contudo, que não se irá apoiar em desculpas e que também não permitirá aos jogadores fazê-lo.
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