Villas-Boas: venda de Mora antes de 30 de junho teria garantido resultado positivo
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, e José Pereira da Costa, administrador financeiro, apresentaram o relatório e contas do clube referente ao exercício de 2025/26. Numa conferência de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, no Dragão, os dois responsáveis explicaram os números e abordaram os planos para o futuro.
No mercado de 2026/27, os portistas aplicaram 37,4 milhões de euros na contratação de jogadores e receberam 78,3 milhões em vendas. A SAD comunicou também despesas de 8,9 milhões com a intermediação de negócios.
Somando três janelas de transferências, o FC Porto obteve 340 milhões em vendas e gastou 202 milhões em aquisições, o que representa um saldo favorável de 138 milhões.
José Pereira da Costa esclareceu que os 50 milhões relativos à saída de Rodrigo Mora serão contabilizados no próximo exercício da SAD, correspondente a 2026/27.
O administrador financeiro explicou que o resultado do exercício anterior reflete a consolidação da aposta desportiva para esta temporada, assente na manutenção de jogadores fundamentais do plantel. Sublinhou tratar-se de uma situação que não acontecia há muitos anos: desde a criação da SAD, não tinha existido um exercício sem a venda de pelo menos um dos 11 futebolistas mais utilizados.
José Pereira da Costa destacou ainda que o plantel atingiu o valor mais alto de sempre e apresenta, atualmente, a avaliação de mercado mais elevada da Liga. Para o dirigente, esses indicadores demonstram o êxito de uma estratégia que associa os resultados desportivos à valorização dos jogadores.
À esquerda do administrador financeiro, André Villas-Boas recorreu à transferência de Rodrigo Mora para a Roma para contextualizar o prejuízo registado em 2025/26.
O presidente explicou que, caso a operação tivesse sido concretizada antes de 30 de junho, o exercício teria fechado com resultado positivo. Acrescentou que o Mundial condicionou o mercado, por ser um período em que os clubes têm pouca atividade nas transferências, e que os detentores de determinados talentos também não pretendem antecipar demasiado as vendas.
Sem deixar de reconhecer a necessidade de vender jogadores, Villas-Boas recordou que as contas apresentadas nesta sexta-feira resultam do maior mercado da história do FC Porto. O investimento de 120 milhões teve como objetivo renovar uma equipa que, nas suas palavras, dispõe de talento e profundidade em todas as posições.
A concluir este assunto, o presidente reforçou que, além das receitas com transferências, o FC Porto tem a obrigação de marcar sempre presença na Champions. Deixou também uma mensagem tranquilizadora aos adeptos, ao assegurar que não existe pressão para negociar titulares até 30 de junho.
Villas-Boas afirmou que recuperar o título era uma obrigação e que manter o clube nessa posição constitui uma responsabilidade. Referiu ainda que a pressão do mercado se fez sentir nas duas semanas finais, mas que os portistas resistiram às abordagens. Por fim, salientou que o FC Porto tem o jovem mais valioso da Liga e também o jogador mais valioso da competição.
[Em atualização]
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