Autor dos cartazes por CR7 garante não conhecer ninguém da equipa de Ronaldo

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Autor dos cartazes por CR7 garante não conhecer ninguém da equipa de Ronaldo

A área metropolitana de Lisboa amanheceu com vários outdoors de apoio a Cristiano Ronaldo, que incluíam também críticas ao selecionador Jorge Jesus.

Em declarações à Rádio Observador, Fernando Maia assumiu a autoria dos cartazes, elaborados com recurso à inteligência artificial. Dono de uma empresa de outdoors, o empresário aproveitou aqueles espaços para tornar pública a sua posição sobre o caso.

«Eu coloco estes cartazes em nome individual e não tem a ver com empresa nenhuma. Sou eu que estou a custear os cartazes em nome individual, não tem a ver com empresa nenhuma», assegurou, revelando depois uma despesa de 1.900 euros.

Fernando Maia afirmou ainda não conhecer qualquer pessoa da equipa de Cristiano Ronaldo. Explicou que a iniciativa resulta de um sentimento de gratidão e da vontade de não afastar quem foi e continua a ser útil a Portugal.

Além das mensagens de apoio ao jogador, os cartazes apresentam críticas ao selecionador. «Jorge Jesus não esteve à altura. Falta de sensibilidade com a gestão do ativo CR7. Tratar de forma errada um capitão. Ego inflamado», lê-se nos outdoors.

Para Maia, a referência ao «ego inflamado» é a única frase que poderá ser questionada. Quanto ao restante conteúdo, considera que corresponde a uma verdade com a qual qualquer português concorda, ou pelo menos aqueles que apoiam Cristiano Ronaldo. Na sua avaliação, o cartaz representa 70 por cento de apoio ao futebolista e 30 por cento de crítica positiva a Jorge Jesus, sem qualquer desrespeito.

O empresário mostrou-se desagradado com a retirada de muitos dos cartazes poucas horas após terem sido colocados, incluindo os que estavam em frente à Cidade do Futebol. Ainda assim, garantiu estar disposto a pagar uma multa, caso isso seja necessário.

«A liberdade de expressão só funciona para um lado, não funciona para todos», ironizou Fernando Maia. O autor salientou que o outdoor não tem fins comerciais nem qualquer marca associada, dando a Coca-Cola como exemplo. Defendeu também que o cartaz aborda um facto ocorrido há dois ou três dias e traduz apenas a opinião de um cidadão que, no seu entender, deve poder exercer a liberdade de expressão.

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