Franclim Carvalho realça vitória na estreia e aponta ao trabalho que falta fazer

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Franclim Carvalho realça vitória na estreia e aponta ao trabalho que falta fazer

Franclim Carvalho estreou-se no comando técnico do Sp. Braga com uma vitória por 2-0 sobre o Gent. Na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, o treinador salientou o volume de remates da equipa no segundo tempo, um indicador que pretende manter como referência para o futuro.

O técnico descreveu estes dias como um período vivido com grande intensidade, com muitas tarefas para cumprir em pouco tempo. Considerou fundamental vencer e destacou a boa entrada da equipa na partida. Na sua análise, os bracarenses controlaram a primeira parte, embora com menos objetividade do que desejava, enquanto o encontro ficou mais aberto depois do intervalo. Os dezassete remates efetuados no segundo tempo corresponderam ao que procura: uma equipa agressiva, orientada para a baliza contrária e capaz de criar oportunidades.

Na avaliação ao encontro, Franclim Carvalho identificou como decisiva a defesa de Bernardo que impediu o empate do Gent. Acrescentou que o Sp. Braga poderia ter marcado mais golos na reta final e classificou o resultado como justo. Lembrou ainda que o adversário não tinha perdido nos noventa minutos, sublinhando que a equipa cumpriu o objetivo principal, ganhar, apesar de reconhecer que há muito trabalho pela frente.

Quanto às ambições europeias, o treinador colocou a passagem da fase de liga como prioridade. Entende que não faz sentido projetar etapas posteriores sem garantir primeiro esse objetivo. Recordou que o Sp. Braga soma três pontos, que há equipas com seis e que restam quatro partidas. A atenção passa agora para o Nacional, uma abordagem que reconheceu ser habitual no discurso dos treinadores, mas que garantiu corresponder ao seu pensamento. Até à próxima paragem, o calendário será preenchido, pelo que defendeu uma preparação jogo a jogo neste bloco de seis encontros.

Franclim Carvalho lembrou também que apenas tinha orientado dois treinos. Tal como já referira na antevisão, explicou que pediu aos jogadores comportamentos simples, com uma abordagem direta e objetiva. Defendeu que um treinador deve adaptar-se às características dos futebolistas que encontra, sem deixar de imprimir a sua própria identidade. Para ilustrar a mudança de atitude, comparou os cinco remates da primeira parte com os dezassete realizados após o intervalo. Contou ter transmitido aos jogadores que cinco remates em 45 minutos não chegam e que é necessário causar dificuldades aos adversários. Destacou a qualidade e a imprevisibilidade dos elementos mais adiantados, considerando que a equipa mostrou uma ideia comum, trabalhou coletivamente e conseguiu vencer.

O treinador reconheceu que uma mudança de ciclo não acontece de imediato, mas atribuiu importância ao encerramento desse ciclo de forma abrangente. Salientou que a vitória interrompeu a série que a equipa atravessava e que ganhar era particularmente relevante numa competição curta, na qual faltam apenas quatro jogos.

Sobre a estreia, assumiu o significado especial de dirigir pela primeira vez a equipa como treinador principal naquele estádio, naquele clube e com aquela camisola, sobretudo numa prova europeia e perante os adeptos. Recordou que, ao minuto setenta, todo o estádio estava a cantar, apoio que os jogadores sentiram. Explicou ainda que seguiu imediatamente para o balneário por considerar importante deixar os futebolistas sentir o peso da vitória, alcançada graças ao trabalho deles.

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