Marco Silva já ponderava lançar Anísio mesmo sem novo golo

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Marco Silva já ponderava lançar Anísio mesmo sem novo golo

Marco Silva, treinador do Benfica, destacou a resposta da equipa após o intervalo na vitória sobre o Omonia, por 4-1, na terceira jornada da fase de liga da Liga Europa. Na conferência de imprensa, o técnico encarnado considerou o triunfo inteiramente merecido, analisou as falhas cometidas na primeira parte e justificou a substituição de Vangelis Pavlidis por Anísio Cabral.

Na avaliação do treinador, venceu a melhor equipa, que também era aquela que reunia mais condições para assumir essa superioridade. Ainda assim, os últimos 25 minutos antes do intervalo ficaram aquém do nível exigido. Marco Silva recordou que o Benfica entrou bem, embora sem criar muitas oportunidades, e ficou com a partida controlada depois do 1-0. A partir dos 20 minutos, porém, acumulou passes falhados e perdas de bola sem pressão do adversário, permitindo ao Omonia ganhar confiança. Seguiram-se erros que, no seu entender, não podem tornar-se habituais e que estiveram na origem do golo sofrido. Ao intervalo, a equipa corrigiu o que estava mal e foi alertada para a necessidade de não deixar o encontro cair numa pasmaceira. No segundo tempo, apresentou maior intensidade e objetividade na procura da baliza, marcou e criou mais ocasiões. O técnico elogiou essa reação e defendeu a continuidade do trabalho.

Sobre o percurso na competição, Marco Silva lembrou que o Benfica soma três vitórias em três partidas, mas entendeu que, nesta altura, esses resultados não representam muito mais do que isso. A meta é alcançar a qualificação direta, evitando disputar mais dois encontros e correspondendo à capacidade da equipa. Com maior ou menor rotação, a ambição passa por fazer bem e evoluir coletivamente. Sublinhou também que as alterações devem permitir avaliar o crescimento da equipa e de alguns jogadores. Para o treinador, olhar agora para a classificação não é prioritário: o essencial é recuperar os futebolistas para um compromisso muito importante nos Açores.

O técnico recordou que os dois primeiros adversários foram bastante difíceis e explicou que esta fase de liga inclui deslocações longas e jogos nos quais o Benfica surge como claro favorito no papel. Ainda assim, insistiu que todos devem ser abordados da forma adequada e com ambição. Quando os jogadores percebem que são superiores e dominam, é necessário preservar os princípios fundamentais da equipa e aumentar a concentração. É dessa forma, sustentou, que o grupo pode crescer. Apesar da presença de futebolistas experientes, o Benfica terminou o encontro com jovens que têm menos jogos internacionais, sendo importante proporcionar-lhes essas oportunidades. Acima de tudo, destacou que a equipa tem conseguido vencer.

Marco Silva revelou ainda que, na preparação da partida, falou com os jogadores sobre os oito dias com competições distintas e viagens. Associou essa exigência à dimensão do clube e à obrigação de estar sempre no máximo. Para isso, frisou, é preciso recuperar e apresentar-se nas melhores condições diante do Santa Clara e, depois, na quinta-feira, frente ao Gil Vicente. O treinador quer que os jogadores compreendam essa necessidade, lembrando que um encontro de futebol exige muito mais do que qualidade técnica e tática.

Quanto à entrada de Anísio Cabral, explicou que aguardava mais um golo, não por falta de confiança no jovem, mas porque ponderava retirar alguns dos jogadores mais utilizados e que também tinham atuado pelas respetivas seleções, nomeadamente Pavlidis, Fredrik Aursnes e Tomás Araújo. Esse golo não surgiu, embora as substituições estivessem no seu pensamento. Acrescentou que, mesmo sem novo golo, provavelmente lançaria Anísio para lhe dar minutos e experiência. Salientou, contudo, que a integração do jovem será sempre mais fácil quando a partida estiver minimamente controlada.

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