Jorge Jesus destaca união do grupo e confiança nas suas ideias
Jorge Jesus, Selecionador Nacional, analisou na entrevista rápida à RTP Notícias a vitória por 4-2 diante da Dinamarca, em encontro da terceira jornada da Liga das Nações. O treinador destacou o resultado, a evolução da equipa e a confiança dos jogadores nas suas ideias.
Para Jesus, o triunfo foi o aspeto mais importante, mas também ficou a sensação de que a seleção melhora de partida para partida. Explicou que a análise dos encontros permite à equipa apresentar, habitualmente, um rendimento superior no compromisso seguinte, tanto no plano defensivo como no ofensivo.
O selecionador descreveu a Dinamarca como uma equipa de grande porte, difícil de travar, incluindo nas bolas paradas. Valorizou a dimensão de ganhar por 4-2 naquele terreno, questionando quantas seleções terão conseguido uma vitória semelhante ali ao longo dos últimos anos. Na sua avaliação, há 10 ou 15 anos os dinamarqueses distinguiam-se pelo tamanho, mas agora juntam a essa característica qualidade de jogo e capacidade técnica.
Jesus salientou ainda a pressão exercida pela seleção e a forma como os jogadores acreditam nesse trabalho defensivo. Contou que Hjulmand felicitou a equipa portuguesa e elogiou a qualidade do seu futebol. Depois de um pleno de três jogos, apontou a concentração ao próximo encontro, no Dragão.
Sobre a relação com os jogadores, começou por dizer que sentia ter o grupo na mão, mas reformulou de imediato essa ideia. Explicou que não se revê inteiramente nessa expressão e que prefere falar de um conjunto que acredita na proposta do treinador. Acrescentou que a elevada qualidade individual dos futebolistas facilita a aplicação das suas ideias.
Se essa confiança significar ter o grupo na mão, admitiu que a expressão se aplica, porque os jogadores caminham ao seu lado e acompanham as suas ideias. Garantiu também que os acontecimentos não dividem o grupo, não o separaram e não o vão separar.
O selecionador insistiu que a sua atenção está no jogo que se segue, no Dragão, tal como esteve concentrado no encontro com a Dinamarca. Quanto ao que virá depois, deixou essa avaliação para mais tarde. Para Jesus, seria difícil manter o foco se não compreendesse o que acontece dentro de campo ou se não soubesse treinar os seus jogadores. Fora dessas questões, assegurou não sentir qualquer dificuldade em concentrar-se.
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