Jorge Jesus justifica ausência de Ronaldo com outras necessidades do jogo
Jorge Jesus, selecionador nacional, analisou na entrevista rápida à Sport TV a vitória por 2-1 diante da Noruega, em encontro da segunda jornada da Liga das Nações, e explicou por que motivo não utilizou Ronaldo.
O técnico afirmou que, mesmo nos últimos dez minutos, já com a equipa em vantagem, as substituições não tiveram como objetivo conservar o resultado até ao apito final. A intenção foi sempre procurar o 3-1. Embora reconheça que há ocasiões em que é necessário proteger uma vantagem, considerou que poderia surpreender o adversário com jogadores frescos e de características mais ofensivas, em vez de recorrer a opções mais defensivas.
Foi precisamente essa a ideia que esteve por trás da entrada de Bernardo. Jesus salientou a grande qualidade individual do jogador e explicou que, naquela fase da partida, a equipa também precisava de alguém capaz de assegurar algum controlo do jogo no corredor central.
O selecionador classificou o resultado como uma boa vitória e voltou a colocar a Noruega entre as cinco melhores equipas, na sua avaliação. Destacou ainda a capacidade do ponta de lança adversário para marcar a qualquer momento, uma característica que considerou impressionante.
Em contrapartida, elogiou a resposta da última linha portuguesa, sobretudo dos dois centrais, apoiados por João Palhinha e Rúben Neves. Segundo Jesus, quando a equipa assumia o seu posicionamento defensivo, esses jogadores mostraram muita força no corredor central. Ainda assim, lembrou que a Noruega conseguiu seis finalizações dentro da área, uma das quais resultou em golo. No balanço, mostrou-se satisfeito com a prestação da equipa.
Jesus sublinhou também as dificuldades de um processo em que as correções têm de ser feitas durante os próprios jogos. Recordou que os encontros da Liga das Nações não são particulares, nos quais existe espaço para fazer modificações, alterações e experiências. Numa competição como esta, explicou, qualquer tentativa envolve risco e pode ter um desfecho positivo ou negativo.
Sobre a organização defensiva, o treinador frisou que a responsabilidade de defender não cabe apenas à última linha. Na sua perspetiva, a participação dos avançados, que identifica como a primeira linha, é muito importante quando a equipa está a defender. Acrescentou que pretende uma Seleção pressionante, à imagem daquilo que exige às suas equipas.
Nesse trabalho, destacou a importância de Gonçalo Ramos e João Félix. Quanto a Félix, explicou que o seu posicionamento defensivo exige pressão e atenção a dois adversários, um médio e um central, enquanto o ponta de lança tem apenas um como referência. Jesus realçou o muito que João correu e considerou que voltou a realizar uma exibição de grande nível.
A propósito da ausência de Ronaldo, o selecionador explicou que não o lançou porque entendeu que a partida exigia outras ideias. Por isso, foi fazendo alterações destinadas não apenas a assegurar o resultado, mas também a responder a outros processos da equipa. Foi essa leitura das necessidades do encontro, esclareceu, que determinou a decisão de não o utilizar.
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